Crédito: Divulgação

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O Itaú revisou e elevou as projeções para inflação e taxa de juros. A projeção de IPCA em 2021 foi elevada de 6,1% para 6,9%, incorporando, principalmente, maior pressão em serviços no último trimestre do ano. Devido à inércia maior, o banco revisou também a projeção de 2022 para 3,9% (ante 3,7%).

Com projeção de inflação maior, os economistas do banco revisaram a projeção de taxa Selic de 6,5% para 7,5% em 2021, e projetando que ela deve ficar estável nesse nível em 2022. Para o curto prazo, a expectativa é de altas de 1,00 ponto percentual em agosto e setembro, de 0,75 p.p. em outubro, e de 0,50 p.p. em dezembro.

O Copom volta a se reunir nos dias 3 e 4 de agosto e deve ajustar sua política monetária para lidar com uma deterioração adicional do cenário para a inflação. O relatório do ìtaú estima que o comitê eleve a taxa Selic em 1,00 p.p., para 5,25% a.a. em sua próxima reunião.

“Tal decisão é consistente com a sinalização da autoridade de realizar uma normalização mais rápida se a evolução dos preços mais inerciais no setor de serviços mostrassem uma aceleração da inflação (se as expectativas de inflação para 2022 continuassem a subir)”, analisam os economistas do banco.

No longo prazo, o banco tem expectativa de que as projeções de inflação do comitê no cenário base (que inclui taxa de câmbio seguindo a paridade do poder de compra e taxa de juros de acordo com a pesquisa Focus) devem passar de 5,8% para 6,7% em 2021, de 3,5% para 3,7% em 2022 e de 3,3% para 3,2% em 2023.

“Entendemos que ambas as condições se materializaram e que o risco para inflação continua sendo de alta, justificando um ajuste mais tempestivo, de 1,00 p.p., dos estímulos monetários. Esperamos que o Copom comunique que pode ser adequado levar a taxa Selic para um nível ligeiramente acima do nível neutro, sinalizando para a reunião de setembro uma nova alta de 1,00 p.p., mas sem descartar a possibilidade de voltar ao ritmo de 0,75 p.p. caso a pressão inflacionária arrefeça”, aponta o relatório.