Notas de real de 20, 50, 100 e 200 - Crédito: Freepik

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O estoque total de crédito no Brasil subiu 2% em setembro em relação a agosto, a R$ 4,429 trilhões, passando a responder por 52,9% do PIB (Produto Interno Bruto), informou nesta segunda-feira, 25, o Banco Central.

Em setembro, os bancos emprestaram R$ 445,1 bilhões, crescimento de 3,1% em relação a junho. A alta foi puxada pela concessão de crédito às empresas, com 3,7%. Para as famílias, houve alta de 0,5%.

A taxa média de juros das concessões de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) atingiu, no mês de setembro, 21,6% ao ano, com altas de 0,5 pontos percentuais no mês e de 3,5 pontos percentuais em 12 meses.

O spread –​diferença entre a taxa de captação dos bancos e o que eles cobram em empréstimos– ficou estável em 14,5 pontos, mas teve alta de 0,2 ponto nos 12 meses.

A inadimplência permaneceu estável no mês, em 2,3%. Em 12 meses, no entanto, houve queda de 0,1 ponto percentual.

Crédito livre

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 125,1% ao ano (dado revisado) para 128,6% ao ano de agosto para setembro. No crédito pessoal, a taxa passou de 33,2% para 32,7% ao ano.

A taxa média de juros no crédito livre passou de 29,9% ao ano em agosto para 30,6% ao ano em setembro.

O financiamento para aquisição de veículos avançou 1,1 ponto percentual no mesmo período. Para as famílias, a taxa de juros das concessões atingiu 41,3% ao ano, com destaque para a alta de taxas do cartão de crédito rotativo, de 3,7 pontos percentuais.

Crédito ao setor não financeiro

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 13,1 trilhões (156,3% do PIB) em setembro, com alta de 1,2% no mês. A variação mensal reflete o aumento de 2,1% nos empréstimos e financiamentos e redução de 0,8% nos títulos de dívida.

Em setembro, a dívida externa cresceu 4%, impactada pela depreciação cambial de 5,7% no mesmo período. Segundo o Banco Central, na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 14,7%, resultado da elevação da carteira de empréstimos do SFN e dos títulos públicos.

Já o crédito ampliado a empresas é de R$ 4,5 trilhões (54% do PIB), com alta de 3,1% no mês, influenciado pelo crescimento de 1,5% do estoque de títulos. A dívida externa ficou em 4,5%, parcialmente em função da depreciação cambial, informou o Banco Central.

Em 12 meses, a variação de 8% refletiu, principalmente, o aumento de 12,7% na carteira de empréstimos e financiamentos e de 24,2% na de títulos no período.

O Banco Central também divulgou que o crédito ampliado às famílias se situou em R$ 2,7 trilhões (33,1% do PIB), com crescimentos de 1,9% no mês e 19,2% em doze meses, em função do desempenho dos empréstimos e financiamentos.

(com assessoria)