Ícones saem de celular em velocidade 5G - Crédito: Freepik

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O leilão do 5G realizado pela Anatel teve como saldo um valor econômico final de R$ 47,2 bilhões, a partir dos lotes leiloados nas faixas de 700 MHz, 3,5 GHz, 2,3 GHz e 26 GHz. O ágio médio em relação ao preço mínimo exigido no edital foi de 218% e de 12% em relação ao valor econômico. A expectativa inicial do governo era movimentar R$ 50 bilhões, mas nem todos os lotes oferecidos foram arrematados.

Para a Anatel, o sucesso do leilão demonstrou o acerto de oferta de grande quantidade de frequências, sem provocar escassez desnecessária de espectro. E o fato de de as grandes operadoras – Claro, TIM e Vivo – terem conseguido adquirir 100 MHz de espectro poderá acelerar a implementação do serviço no país.

“Contar com empresas com a possibilidade de ter 100 MHz de frequência, como aconteceu, era o que perseguíamos, pois isto irá permitir que o 5G seja implantado no país de forma mais acelerada”, afirmou o Emmanoel Campelo, conselheiro da Anatel, ao site Tele.Síntese.

Operadoras nacionais e regionais

Conforme a apresentação feita nesta sexta-feira, 5, durante coletiva de imprensa pela Anatel, na faixa de 3,5 GHz, o coração do leilão, as operadoras regionais pagaram R$ 1,9 bilhão pelas outorgas e assumiram compromissos de R$ 7,5 bilhões. As operadoras nacionais pagaram R$ 1,35 bilhão pela outorga e assumiram compromissos no valor de R$ 25,5 bilhões.

Na faixa de 700 MHz o valor da outorga foi de R$ 1,4 bilhão e compromissos de R$ 2,8 bilhões. Na faixa de 2,3 GHz, o valor da outorga nacional foi de R$ 1,5 bilhão e os compromissos assumidos, de R$ 5,9 bilhões e das licenças regionais, o valor das outorgas foi de R$ 891 milhões e compromissos assumidos de R$ 3,4 bilhões.

Faixa de 26 GHz deixa a desejar

O leilão de 26 GHz arrecadou muito menos do que o Tribunal de Contas da União (TCU) esperava, quando determinou que fossem destinados R$ 6 bilhões para a conexão das escolas. Com a maioria dos lotes ficando vazios, sem o apetite das grandes operadoras e o não comparecimento dos pequenos provedores, esse espectro só consegui arrecadar R$ 352,8 milhões. Com esse montante, a Anatel calculou que serão atendidos R$ 3 bilhões em cobertura para as escolas.

Agora, o governo e a Anatel precisarão imaginar como irão fazer a conexão nas escolas públicas brasileiras, embora o ministro das Comunicações, Fábio Faria, insista que o 5G irá levar a conectividade para a maioria das escolas. O ministro antecipou que esta faixa, em mais um ano e meio, voltará a ser vendida ao mercado, mas não antecipou como isso ocorrerá.

(com site Tele.Síntese)