Luciano Tavares CEO da Magnetis – Crédito Leandro Caproni

 

Depois de se diferenciar por meio do uso de tecnologia para evitar conflito de interesses, a Magnetis quer ampliar o foco para o segmento de alta renda. Desde 2019, a empresa é parceira da gestora de patrimônio de alta renda Julius Baer Family Office, subsidiária do grupo suíço Julius Baer. Com a parceria, a Magnetis recebeu um aporte em troca de uma participação não divulgada.

“Eles trazem toda uma expertise de gestão de carteira o que nos permite oferecer para nossos clientes acesso a algumas de suas estratégias. A parceria gera mais atratividade para o Magnetis Infinit, nosso serviço de alta renda”, diz Luciano Tavares, CEO da Magnets.

Ele explica que que para investir com a fintech não é necessário ser especialista no mercado financeiro, ler e entender relatórios complexos ou ser expert em home broker. Essa é a função da Magnetis que desenvolveu algoritmos capazes de analisar mais de 20 mil ativos do mercado.

“Cuidamos para otimizar tudo para que nossos clientes alcancem cada objetivo no tempo certo, com mais eficiência, menos riscos em uma carteira resiliente. Afinal, ganhar é importante, mas deixar de perder também”, diz Tavares. Porém, a empresa não quer mais ser associada apenas ao conceito de robô advisor.

“Preferimos nos classificar como uma gestora de investimento digital, um conceito mais amplo. Um robô advisor pode passar a impressão de que não há ninguém para atender. Temos robôs e muita tecnologia, mas também advisors humanos para ajudar os clientes”, distingue Tavares.

A empresa foi criada em 2015 como gestora. Em setembro do ano passado, adquiriu e colocou em operação a sua DTVM, o que permitiu que os cientes invistam direto com a Magnetis e não mais com a Easynvest, parceira antiga, comprada pelo Nubank.

Hoje, com cerca de 100 funcionários trabalhando remotamente em seis estados do Brasil, a fintech já montou mais de 300 mil planos de investimento e tem mais de R$ 800 milhões sob gestão. Em seis anos de atuação, a Magnetis já recebeu diversos investimentos. O primeiro, seed de US$ 1 milhão, em 2015, foi via numa rodada liderada pela Monashees. Em 2017, um porte Serie A de US$ 4 milhões foi liderado pela Vostok Emerging Finance, fundo europeu especializado em fintechs. E, em 2019, a empresa recebeu um Série B de US$ 11 milhões liderado pela Redpoint E-ventures. Além de aportes da aceleradora 500 Startups e de investidores-anjo.

“O mercado está muito aquecido, há muitas oportunidades e queremos levantar mais capital para continuar investindo em crescimento. Está no radar fechar uma nova rodada no final do ano ou início e 2022, mas ainda não temos nada engatilhado no momento”, sinaliza Tavares.

Para começar a operar com a Magnetis é necessário o investimento mínimo de R$ 1 mil no segmento digital. A partir de R$ 50 mil, o investidor já entra no segmento advisor com todas as facilidades do Digital mais um atendimento personalizado. E, a partir de R$ 1 milhão, o segmento Infinity oferece um planejador financeiro dedicado e assessoria em outras áreas como planejamento sucessório, herança, venda de imóveis.
“Além desse planejamento mais especializado, o segmento de alta renda de investidores qualificados do Infinity tem acesso a produtos exclusivos e mais sofisticados, alguns em parceria com a Julius Baer”, completa Tavares.

Ele diz que usa a tecnologia onde as máquinas fazem um bom trabalho como cálculos para definição de carteira, automação de processos repetitivos sem muito valor agregado, ou abertura imediata de conta. Por meio de algoritmos baseados em teorias consagradas de finanças, a Magnetis cria uma carteira de investimentos sob medida para cada cliente de acordo com seus objetivos, o que permite otimizar a rentabilidade e correr menos risco, aplicando em uma carteira diversificada.

“Mas para muitas situações o atendimento humano é difícil de ser substituído pela tecnologia. No ano passado, pudemos comprovar isso, porque, embora as carteiras tenham performado bem, os clientes estavam muito preocupados com as quedas nos mercados”, diz Tavares.

Ele também está atento a oportunidades de negócios M&A que complementem o leque de ofertas. O executivo destaca que a tradição da empresa é ter um time de tecnologia para desenvolver as soluções dentro de casa como primeira opção, mas há algumas em que alguém já fez, por questão de rapidez pode ser que a aquisição ou uma fusão seja uma melhor opção.

“A procura por negócio está intensa, somos muito demandos. Mas entendemos que ainda estamos começando e enquanto tiver 80% do capital brasileiro nos grandes bancos, vemos muitas oportunidades. Não temos, no momento, intenção de vender ou qualquer tipo de movimento, pois há um grande valor a ser capturado”, diz Tavares.

Além das carteiras de investimentos, a Magnetis também oferece um fundo de previdência privada. Recentemente, a empresa também criou um programa de convites, o Atualize um Amigo, que oferece vantagens para quem convida e quem é convidado. O cliente Magnetis convida um amigo por meio de um link personalizado. Quando esse amigo começar a investir, ganha 1% de volta do valor do primeiro investimento que fizer, sem limite máximo. Quem convida também ganha um gift card, de até R$ 500, que dá direito a vinhos do e-commerce de vinhos da Evino.