Pilha de cifrões prateados - Crédito: Freepik

Crédito: Freepik

O setor de fintechs foi o que mais recebeu investimentos no ecossistema de inovação brasileiro. De 2017 a 2021, as startups de finanças captaram mais de US$ 6,2 bilhões em aportes, volume bem acima dos US$ 1,6 bilhão levantado pela categoria de varejo online, a segunda colocada no ranking.

O destaque foi para os unicórnios Nubank, C6Bank, Ebanx, Creditas e Mercado Bitcoin, startups que concluíram algumas das maiores transações da história do mercado nacional de tecnologia.

O ano de 2021 pode ser considerado disruptivo em relação aos investimentos em startups no país. A plataforma de inovação aberta Distrito divulgou um estudo que demonstra o crescimento de investidores no mercado de inovação e empreendedorismo a partir de 2007, que aponta um mercado cada vez mais disposto aos ativos de risco.

Em 2007, 11 investidores diferentes aplicaram dinheiro em startups no Brasil. Em 2021, foram 558 deals e US$ 6,9 bilhões investidos, volume 89% maior do que os US$ 3,6 bilhões de 2020. “Ao longo desses 14 anos, é possível observar dois ‘booms’ na quantidade de investidores ativos no nosso mercado de inovação e empreendedorismo”, ressalta a publicação.

O primeiro ocorreu entre 2012 e 2015, quando esse número saltou de 118 para 199. O segundo teve início em 2017, ano que terminou com 211 investidores participando de rodadas de aplicação em startups, e vem se estendendo até este momento, com os atuais 558.

O ano de 2021, segundo os números divulgados pela plataforma, foi o ano em que o número absoluto de investidores no ecossistema nacional de tecnologia mais aumentou em relação ao ano anterior desde 2007.

Fusões e aquisições

Nos últimos dois anos, as fusões e aquisições de startups também cresceram consideravelmente no Brasil, indo de 64 em 2019 para 163 em 2020, ainda segundo a plataforma Distrito.

Em 2021, até setembro, já ocorreram 178 negócios fechados e a previsão do Distrito é de que esse número chegue a 250 até o final deste ano. No primeiro semestre de 2021, pela primeira vez no país, quem mais comprou startups não foram as empresas tradicionais, mas sim as próprias startups.

As startups mais adquiridas nesse período foram as fintechs. A startup campeã em número de aquisições também é uma fintech, o Nubank, que já comprou outras quatro startups.

De 2010 para cá, o percentual de aquisições de startups realizadas por outras startups aumentou 10% no Brasil. No mesmo período, as compras de startups feitas por grandes empresas diminuíram 10%. Já as M&As concluídas por investidores institucionais se mantiveram estáveis na última década. Apesar de o corporate venture capital estar crescendo no país, a força das grandes startups do mercado de inovação nacional, principalmente das fintechs, se mostrou maior em termos de número de aquisições.