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As dificuldades no fluxo de caixa em função da pandemia levaram 53,48% das empresas do setor de TIC a buscar soluções de crédito no mercado. Segundo a pesquisa “Estudo Crédito e Tributação, a Percepção dos Empresários do Setor de TI”, realizada pela Federação Assespro com 477 empresas, a exigência de garantias (77,78%), seguida por burocracia (73,02%) e juros elevados (61,90%) foram as principais dificuldades encontradas entre aquelas que não conseguiram o empréstimo.

“Os principais beneficiados do aumento do crédito foram as empresas de grande porte. Chegou pouco na ponta, de pequenas e médias, que é onde está a maior parte do ecossistema de TIC. A política pública não alcançou aqueles para as quais deveria ter sido criada prioritariamente”, diz André Ferro, da Foco Consultoria.

Tributos

A segunda parte da pesquisa abordou a percepção dos empresários em relação ao ambiente tributário e o que eles esperam para o futuro. Para 60,39%, o elevado custo fiscal é o problema mais relevante para o setor de TIC. “Isso provoca impactos relevantes. Para 80% dos entrevistados, os impactos dos tributos federais é extremamente elevado e há uma iniquidade, pressionando pequenas, medias e microempresas”, diz Ferro.

Sobre a reforma tributária que está sendo discutida no Congresso, 58,12% afirmam que a redução da carga tributária deveria ser prioridade. Para 16,56% é preciso melhorar a eficiência da máquina pública. Outros 15,91% dizem ser necessário reduzir a burocracia.

A principal preocupação do setor é com uma das propostas feitas na reforma tributária, que propõe a unificação da arrecadação em um Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, com uma alíquota de referência de 25%. Hoje, as alíquotas médias pagas pelas empresas do setor de TI são de 5% (ISS) e 3,65% (PIS/COFINS). (Com assessoria de imprensa)