Michel Davidovich, CRO da Olist - Crédito: Divulgação

Michel Davidovich, CRO da Olist – Crédito: Divulgação

Os recordes em vendas do e-commerce no primeiro semestre de 2021, quando o segmento no Brasil registrou um crescimento de 40%, em relação ao mesmo período do ano anterior, aumentam as expectativas para a Black Friday. Este ano, a promoção acontece em 26 de novembro e, de acordo com pesquisa da Conversion, que consultou 400 brasileiros conectados à internet, a expectativa é de crescimento em, pelo menos, 14% das vendas.

E essa é a aposta da Olist, startup criada em 2015 com a proposta de ser o marketplace de pequenos e médios lojistas dentro dos marketplaces. A Olist hoje atende a mais de 30 mil empreendedores em sua vertical de entrada, chamada Olist Store. A startup conecta vendedores a sites como Amazon, Americanas, Carrefour, Casas Bahia, Extra, Submarino, MadeiraMadeira, Mercado Livre e Pontofrio.

Pela Olist Store, os vendedores gerenciam a listagem dos seus produtos de maneira unificada. Em troca, a startup recebe uma comissão pelas vendas, que inclui as taxas cobradas por cada marketplace.

“O que fazemos é ajudar os pequenos lojistas a vender dentro dos marketplaces, não trabalhamos com nenhum setor específico, é bem fragmentado, de ferramentas a perfumaria, petshop, tem de tudo”, conta Michel Davidovich, Chief Revenue Officer da Olist.

A Olist Shops permite abrir um e-commerce próprio gratuitamente e em três minutos, com sistemas integrados de estoque, logística e compartilhamento do link da loja nas redes sociais. “A logística da maioria do nosso volume de vendas é feita conosco. Nós oferecemos uma solução completa para os lojistas”, explica Davidovich.

Artesanato e aportes

A Olist foi criada pelo empreendedor paranaense Tiago Dalvi, que criou o Solidarium, empreendimento que reunia produtos de artesãos em lojas de shopping center e posteriormente em vendas online. Com o crescimento do comércio eletrônico, o modelo de negócios foi ampliado para a criação da Olist.

Desde a sua criação, a startup já contou com vários aportes, principalmente em rodadas lideradas pelo SoftBank. Em dezembro de 2020, a Olist anunciou a captação de R$ 310 milhões em rodada série D. Em abril de 2021, anunciou um aporte adicional de R$ 144 milhões.

A nova injeção foi liderada pelo Goldman Sachs e pelo fundo de venture capital Redpoint eventures. O total captado na rodada chegou a R$ 454 milhões (US$ 80 milhões), sendo que a Olist já captou US$ 135 milhões em sua história.

Os aportes são utilizados, prioritariamente, em três frentes de melhoria: sistemas de gestão (ERPs), serviços financeiros (como antecipação de recebíveis, conciliação financeira e crédito) e digitalização da operação (como logística, pagamentos e precificação). A Olist já adquiriu negócios como o software para e-commerce Clickspace e a empresa de logística PAX.

“Somos ainda muito pequenos em vista do que podemos ser, temos a consciência que teremos um papel cada vez mais relevante no cenário do e-commerce brasileiro e global, pensando no que está por vir”, revela Michel.

Black Friday

A Black Friday de 2021 promete ser um grande teste para a startup, segundo o responsável pelo marketing da empresa. Em 2020, 76,50% dos brasileiros realizaram compras na data, enquanto para 2021, a expectativa é de que esse número suba para 87,75%, de acordo com os números revelados pela Conversion.

“A nossa capacidade tecnológica está sempre sendo avaliada e quando temos um pico de crescimento, como acontece na Black Friday, precisamos estar ainda mais preparados tecnologicamente. Fazemos também um trabalho com os lojistas, para que eles também estejam preparados em termos de estoque e com preços competitivos, além da preparação da logística. A nossa expectativa é muito positiva”, conclui.