Mercado de capitais chegou a R$ 404,8 bi -crédito-freepick-digital-money-informe

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O mercado de capitais brasileiro atingiu em setembro deste ano o volume de emissões de R$ 404,8 bilhões entre ativos de renda variável, renda fixa e híbridos, segundo relatório divulgado nesta terça, 5, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Esse total já ultrapassa o valor captado durante o exercício de 2020, R$ 371,9 bilhões.

Os ativos de renda fixa e híbridos captaram R$ 281,1 bilhões e os de renda variável, R$ 123,7 bilhões. Enquanto as debêntures captaram até setembro deste ano, R$ 155,4 bilhões, representando 128,2% do total captado em 2020. Apenas no terceiro trimestre deste ano, o volume de emissões foi de R$ 56,5 bilhões, aumento de 119% na base anual, mas queda de 16,8% em relação ao segundo trimestre deste ano.

De acordo com José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima, o relatório mostra que nos últimos meses do ano devem contribuir para o crescimento do mercado de debêntures.

No mercado de renda fixa e híbridos, destaque para as ofertas de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que já superaram os volumes totais de 2020 com captações de R$ 21,2 bilhões e R$ 42,5 bilhões, respectivamente.

No mercado de renda variável, o volume captado até setembro é de R$ 123,7 bilhões e, mesmo antes do fim do ano, já é o maior da série histórica, segundo a Anbima.

Em 2021, as emissões somam volume de R$ 63,4 bilhões em ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) e de R$ 60,2 bilhões em follow-on (ofertas subsequentes).