Mercado global de semicondutores cresce 26%-Crédito: Freepik

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O mercado global de semicondutores apresentou alta na receita de US$ 595 bilhões em 2021, alta de 26,3% em relação ao ano anterior, devido a escassez de chips, segundo aponta o relatório da consultoria Gartner. Os semicondutores são usados como matéria-prima para a produção de chips que integram tecnologias como aparelhos eletrônicos, automóveis, smartphones e computadores.

A escassez de chips no mercado global teve início em 2020 com o impacto da paralisação de fábricas de semicondutores durante a pandemia, levando escassez do produto para fabricantes de equipamentos, segundo Andrew Norwood, VP de Pesquisa do Gartner.

A expansão da produção no mercado de smartphones 5G e a retomada da indústria automobilística contribuíram para o aumento da demanda por chips, elevando os preços médios de venda de semicondutores, contribuindo para um crescimento significativo da receita deste mercado em 2021.

O crescimento da demanda da indústria automobilística por chip no mercado no ano passado foi de 34,9%, em relação a 2020, período em que a pandemia teve início. Enquanto a indústria de smartphones apresentou aumento de 24,6% com a demanda impulsionada pela produção de aparelhos 5G – foram 556 milhões em 2021, acima dos 251 milhões de unidades em 2020. Além disso, muitas empresas atualizaram sua infraestrutura wi-fi para os funcionários que voltam para o escritório.

De acordo com a pesquisa, a Samsung Eletronics posicionou-se em primeiro lugar entre os fabricantes líderes de mercado, com 12,3% de participação de mercado.

A falta de chips no Brasil tem impactado diversas indústrias, segundo relata pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Cerca de 70% das empresas do setor afirmam que têm dificuldade para conseguir os semicondutores que precisam para produção de seus produtos.

A Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi) estima que o país é capaz de atender cerca de 10% da demanda interna.

Para incentivar a produção local dos insumos e diminuir a dependência de importação, o governo federal pretende tornar o Brasil um centro regional de produção.

(Com assessoria e Febraban)