Mercado já conta com quase 30 fundos devcripto - Crédito Divulgação

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Em meio aos solavancos das criptomoedas que mordem rendimentos ou fazem milionários da noite para o dia, existe algo que não para de subir: o interesse por investir em bitcoin e outros criptoativos. Os fundos surgem como alternativas para quem tem a intenção de investir em cripto mas não quer adquirir diretamente as moedas digitais. Hoje é possível, por exemplo, comprar ativos que seguem as cotações do bitcoin pela tela do aplicativo da corretora, como quem compra uma ação na bolsa.

Os fundos de investimento de criptomoedas também são uma forma bem simples de se ter exposição a esse mercado. Nos fundos, as decisões de investimento cabem ao gestor, que tem um controle maior sobre a escolha dos ativos da carteira, acompanhando de perto as oscilações das criptomoedas e rebalanceando suas posições quando necessário.

Levantamento da Quantum Finance – consultoria especializada em informações financeiras – mostra quais são os 29 fundos em criptomoedas disponíveis no mercado. Eles se dividem em dois tipos: os fundos de investimentos dos bancos e gestora de investimentos e os ETFs, que são fundos transacionados em bolsa.

Fonte: Quantum Finance

Rodrigo Hiltz, sócio e diretor de renda variável da Genial Investimentos, diz que uma das principais diferenças dos ETFs é a liquidez diária, ao passo que os fundos de bancos exigem pelo menos dez dias para resgatar o valor investido.

“Um fundo de investimento puro tem certa restrição de liquidez. Uma aplicação e D-0 e se quiser resgatar, o fundo leva dez dias úteis para cotizar o resgate e para em 15 dias úteis. Com isso você tem dez dias de volatidade num mercado que varia muito. Já o ETF o investidor pode comprar e vender como uma ação. Isso cria uma liquidez absurda para o investidor principalmente pessoa física, ganhar na volatilidade de curto prazo. O Hash11 – carteira de índices de criptomoedas, criado pela Hashdez em conjunto com a Nasdaq -, lançado em abril, tornou-se os segundo maior ETF do Brasil”, analisa Hiltz.

A Genial é um banco de investimentos, oriunda do Pactual, com a terceira maior corretora do país em volume de renda variável e se considera a mais relevante no mercado de cripto com participação na exchange Mercado Bitcoin. A empresa participou do lançamento dos principais ETFs de cripto no Brasil, a começar pelo Hash 11, da Hashdex, que foi o divisor de águas.

“Sabemos navegar pelo mercado de cripto apesar de sermos um banco de investimentos tradicional.  Fomos o estruturador e coordenador líder da oferta do Hash11, junto com o BTG e o Itaú, que estava no sindicato. Mas captamos mais do que essas duas casas que são bem maiores eu a Genial. Também conseguimos atrair um investidor institucional que é o maior cotista do Hash11. Depois também fizemos a operação do BitH11, fundo puro de bitcoin e do EthE11, de ethereum”, elenca Hltz.

Para ele, embora o ETF ainda seja pouco utilizado no Brasil, tem alto potencial de crescimento haja vista a quantidade desses fundos lançados no Brasil em 2021. As criptomoedas ajudaram bastante neste movimento de as pessoas físicas saírem das aplicações de renda fixa para renda variável. Os ETFs também permitem a democratização do acesso aos investimentos.

“Os fundos de investimento no exterior exigem aplicação acima de US$ 1 milhão. No Brasil é necessário ser um investidor profissional com, no mínimo, R$ 1 milhão. No ETF é possível comprar uma cota por R$ 48. O Hash 11 já tem mais de 180 mil cotistas. Duvido que qualquer fundo de investimento de cripto tenha esse número”, ressalta Hiltz.