Microsoft para de vender tecnologia que lê emoções-credito-freepick

Crédito: Freepick

A Microsoft afirmou nesta terça-feira, (21), que vai parar de vender tecnologia que deduz o estado emocional de uma pessoa com base em imagens do rosto e também não vai mais fornecer acesso irrestrito à tecnologia de reconhecimento facial.

As ações refletem esforços de empresas de tecnologia para limitar o acesso a tecnologias sensíveis após parlamentares de Estados Unidos e Europa considerarem limites legais sobre elas. Desde o ano passado, a Microsoft tem avaliado se os sistemas de reconhecimento de emoções são baseados em ciência.

Desde o ano passado, a Microsoft tem avaliado se os sistemas de reconhecimento de emoções são baseados em ciência.

“Estes esforços criaram importantes questões sobre privacidade, falta de consenso sobre a definição de emoções e a incapacidade de se generalizar uma ligação entre expressão facial e o estado emocional em vários casos, regiões e demografias”, disse Sarah Bird, diretora de inteligência artificial da Azure, braço de computação em nuvem da Microsoft.

Os atuais clientes dos produtos da empresa voltados para estas tecnologias terão um ano antes de perderem acesso às ferramentas de inteligência artificial que inferem emoções, gênero, idade, pelos faciais, cabelo e maquiagem.

Em 2021, a Google Cloud adotou uma abordagem similar e bloqueou 13 situações de sua ferramenta de leitura de emoções e colocou outras quatro sob revisão. A empresa está avaliando um novo sistema para descrever movimentos como testas franzidas e sorrisos, sem procurar vinculá-los a emoções.

A Microsoft afirmou que os clientes agora precisam obter aprovação para usarem os serviços de reconhecimento facial, que podem permitir que usuários se registrem em sites ou abram portas por meio de escaneamento do rosto.

Recentemente, o  engenheiro do Google, Blake Lemoine, entrevistou a inteligência artificial (IA) da empresa, a LaMDA(Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo), numa tentativa de provar para os membros da sua equipe – e também o resto do mundo – que a IA se tornou senciente, ou seja, dotada de sensações ou impressões próprias. Ele foi afastado do cargo por violar confidencialidade da empresa.
(Com Reuters)