Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Crédito: Flickr BC

Em reunião fechada com a diretoria da Febraban, nesta quarta-feira, 23, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu que a moeda digital brasileira será uma nova forma de representação do real.

De acordo com a apresentação de Campos Neto, publicada pelo BC, foi criado um grupo de trabalho em 2020 para debater o tema que mobiliza a atenção de 86% dos bancos centrais do mundo. Seis países já realizaram ou estão realizando pilotos, quatro estão envolvidos com provas de conceito e, ao menos, 42 estão em estágio exploratório ou de pesquisa, com o Brasil.

A moeda digital brasileira não se confunde com as criptomoedas, como o bitcoin, que não têm característica de moeda e sim de ativos. “A opinião do BC sobre criptoativos continua a mesma. Esses são ativos arriscados, não regulados pelo BC, e devem ser tratados com cautela pelo público”, enfatizou o presidente do BC em sua apresentação.

Com a moeda digital, os principais objetivos do Banco Central são a inovação, a concorrência em uma economia digitalizada, a redução do uso de dinheiro em espécie, a melhoria nos pagamentos transfronteiriços e a redução de atividades ilícitas, além da inclusão financeira.

A moeda poderá ser utilizada em quaisquer transações de pagamento como o real convencional. A expectativa é de que em dois ou três anos a moeda digital possa ser lançada.