NerdClub oferece operações internacionais em parceria com bancos - Crédito: Divulgação

Lupércio Júnior, CEO do NerdClub – Crédito: Divulgação

No primeiro trimestre deste ano, o Banco Central registrou mais de US$ 399 bilhões nas operações de câmbio e remessas internacionais, um aumento de 5,59% em comparação ao mesmo período de 2021. Um novo filão para bancos tradicionais e fintechs, que têm ampliado os seus portfólios de serviços com foco nas remessas internacionais.

De olho nesse mercado, Lupércio Júnior investiu na tecnologia bancária nos Estados Unidos e, em 2019, fundou o NerdClub, empresa de tecnologia direcionada a atender bancos, companhias de créditos e fintechs no mercado americano.

Além da solução white label, plataforma bancária que pode ser customizada com a marca do cliente, a empresa de Lupércio e sua equipe tem um know-how técnico e operacional para atualização de core banking e implementar a facilidade de transferência internacional imediata, a partir de parcerias com bancos.

“Esse é um serviço pioneiro, que se difere das remessas internacionais pela rapidez com que a quantia chega na conta do destinatário e por ser 80% mais barato”, afirma Lupércio.

Além da transferência imediata, com taxas reduzidas, a tecnologia possibilita pagamentos internacionais. Isso porque o NerdClub atua com comunicação direta com os bancos centrais do Brasil, Estados Unidos e México, respeitando as suas respectivas regulamentações, além de contar com bancos parceiros nesses países.

“O grande desafio é conseguir atender o mercado financeiro dentro da regulamentação de cada país, criando soluções inovadoras e diminuindo os custos para as instituições financeiras pequenas e médias, tornando-as mais competitivas em um mercado dominado por grandes instituições.”, explica Lupércio.

A sede da empresa está localizada nos Estados Unidos e conta com clientes por todo o continente americano. Para 2022, a estratégia da empresa é a expansão para o mercado europeu e asiático.

“O que fazemos hoje é conectar os bancos, utilizando a nossa tecnologia para agilizar as operações entre países. O nosso nicho é atender valores pequenos para atender o usuário, o que foge da importação e exportação. Estamos negociando com um banco na Inglaterra para começar a atender na Europa e também na Ásia, para operações com a China, uma demanda principalmente vinda do Brasil”, acrescenta.