Nova regra para risco de crédito reduz exigências em até R$ 3,8 bi - Crédito: Freepik

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O Banco Central alterou alguns procedimentos para o cálculo do capital que as instituições financeiras precisam reservar para fazer frente ao risco de crédito. Segundo o BC, as novas regras são mais robustas e sensíveis ao risco, trazendo um refinamento na diferenciação do impacto potencial das operações.

A estimativa é que a norma abra espaço para uma redução de R$ 3,8 bilhões nas exigências de capital para o sistema financeiro como um todo, com o impacto individual variando acordo com a carteira de crédito de cada instituição.

“As exposições ao risco de crédito são responsáveis pela maior parte do risco assumido pelas instituições financeiras e, por isso, a parcela do requerimento mínimo de capital para a cobertura do risco de crédito é a principal componente do capital regulamentar que o BC requer que as instituições financeiras mantenham para reduzir o risco de insolvência”, detalhou o banco.

No caso do financiamento imobiliário, por exemplo, a autoridade monetária disse em nota que a ponderação de risco vai passar a variar com base em parâmetros objetivos, permitindo que exposições menos arriscadas tenham uma exigência de capital menor, o que não ocorre atualmente.

Segundo o BC, o aprimoramento proposto para o cálculo do requerimento de capital foi construído a partir de uma consulta pública divulgada em dezembro de 2020 e está alinhado às melhores práticas do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária, do qual o Brasil é membro.

“Este aprimoramento traz alinhamento ainda maior às recomendações internacionais de melhores práticas do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária (BCBS, na sigla em inglês) e estão inseridas no arcabouço conhecido como “Basileia III”. As recomendações do Comitê de Basileia visam a harmonização da regulação prudencial adotada pelos seus membros”, afirmou a nota do BC.