Alexandre Pinto, Diretor da Blue C Technology (nova unidade de negócios da CSU) - Foto: Divulgação

Alexandre Pinto, Diretor da Blue C Technology (nova unidade de negócios da CSU) – Foto: Divulgação

A agenda digital financeira em implementação pelo Banco Central vem favorecendo iniciativas de inovação aberta e essa é uma boa alavanca para o desenvolvimento de novos e melhores produtos e serviços, debateram hoje o participantes do painel “Open Innovation cresce com o Open Banking”, durante o Digital Money Meeting, evento promovido pela Momento Editorial. Alexandre Pinto, diretor da Blue C Technolog, destaca que hoje nenhuma empresa consegue inovar sozinha.

“É preciso parceiros para estruturar ofertas que vão muito além do básico de uma conta. Os clientes pedem soluções de crédito e seguros e demais serviços financeiros. Para isso é fundamental um modelo de inovação aberta”, diz Pinto.

Para ele, em cinco a dez anos a expectativa é de que todas essas inovações se frutifiquem e o que o país saia do paradoxo de ter um sistema financeiro altamente sofisticado do ponto e vista de tecnologia, mas com 40 milhões de desbancarizados. “Serviço financeiro é um serviço básico como saneamento e saúde. Se o Open Finance levar ao maior acesso dessa população para serviços financeiros básicos já estaremos muito felizes”, afirmou o diretor da Blue C Technolog.

Ricardo Longo, Diretor de Marketing da Conductor - Foto: Divulgação

Ricardo Longo, Diretor de Marketing da Conductor – Foto: Divulgação

Ricardo Longo, diretor de marketing da Conductor, observa que a empresa vem evoluindo muito nos últimos anos, tendo inaugurado a área de Bank as a Service em 2018; e em 2020 a de adquirência. A empresa começou a lançar operações em alguns países da América Latina e tem se impressionado com disposição dos reguladores brasileiros em fomentarem a inovação em benefício dos clientes e das próprias empresas que podem oferecer novos e melhores serviços.

“O próprio Bank as a Service é uma consequência da legislação que preparou o terreno para que empresas como a CSU pudesse prestar serviços ao mercado. Estamos ansiosos para ver o Open Finance entrar em operação porque vai ser muito bom para todos, especialmente para a sociedade”, diz Longo.

Ele explica que a empresa já tem como princípio fomentar a inovação por meio da inovação aberta. Em 2016 abriu a plataforma na nuvem disponibilizando APIs. Ele diz que a ideia é ser habilitador para que os clientes possam inovar.

“Ninguém melhor para conhecer o cliente final do que nossos clientes. Atendemos diferentes segmentos com relacionamentos diferentes. Além de abrir a plataformas vimos aumentando as funcionalidades. No início, nosso clientes estranharam mas hoje em dia essa é nossa grande fortaleza e eles já estão habituados a usar a plataforma com autonomia”, diz Longo.