Crédito foto: Digital Money Informe

Pesquisa FEBRABAN/IPESPE divulgada, hoje, aponta que 52% dos entrevistados dizem que os bancos estão entre as instituições que mais investem em segurança, 29% consideram as fintechs e 22% as empresas de cartão de crédito. O estudo trata da segurança de dados no Brasil e os crimes envolvendo violação de informações pessoais.

O estudo mostra também que 66% das pessoas consideram que seus dados estão mais seguros nos bancos. As instituições bancárias são as que de fato mais investem em tecnologia, mas os cidadãos não utilizam as ferramentas disponíveis para proteção por falta de conhecimento. Tanto que 39% afirmam que raramente utilizam senhas fortes, enquanto 68%, ou seja, sete em cada 10 entrevistados, praticamente nunca trocam as senhas.

“Esse cidadão atemorizado não adota as medidas de proteção necessária e isso mostra que governo e empresas deveriam contribuir com mais campanhas educativas para prevenir as fraudes”, diz Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE,

Para Lia Pilatti Machado, executiva de segurança de prevenção de fraudes do Banco do Brasil, a oportunidade do fraudador atacar está mais relacionada ao descuido do cidadão do que propriamente medo. “Quando o usuário recebe uma super promoção de um celular, por exemplo, ele clica imediatamente e abre a porta para o fraudador, que sempre se aproveita da fragilidade da pessoa”, observa. Além de senhas fortes, segundo ela, os usuários devem ter senhas diferentes para diversos tipos de serviços

Privacidade de dados

A questão de privacidade dos dados é um outro ponto abordado na pesquisa, que foi considerado um fator de temor dos usuários. “As pessoas têm o sentimento de que  muito de seus dados são coletados e elas não sabem o que vão fazer com eles”, afirma Eder Abreu, especialista em Cyber Intelligence da Deloitte. Na sua opinião, há de fato riscos pois até no celular existem configurações que, mesmo com o aparelho desligado, permitem a gravação de conversas e consequentemente, coleta de dados. Para evitar esse tipo de situação, segundo ele, só removendo a bateria do celular.

Não resta dúvida de que o problema da fraude é mundial, mas infelizmente os fraudadores brasileiros são bem criativos e desenvolvem novas técnicas com tamanha velocidade, que chega a assustar o mercado. Para enfrentar esse ataque, Abreu acredita que a criação de uma rede de proteção de compartilhamento de informações para proteger as pessoas seria muito eficaz.

“Os fraudadores contam hoje com uma rede global para troca de informações em que são registrados golpes e técnicas de sucesso. Trata-se de crime como serviço, pois costumam vender uma tática que deu certo em determinado local ou instituição, contribuindo para expansão mundial do crime. Precisamos ter uma rede de proteção de compartilhamento de inteligência também mundial para que seja possível se proteger adequadamente em relação a esses golpes”, concluiu.