PIB brasileiro deve crescer 0,7% em 2022-crédito-Freepik

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O PIB brasileiro deverá crescer apenas 0,7% em 2022, frente aos 4,6% alcançados no ano passado, segundo previsão da Mafre Economics em seu relatório divulgado nesta segunda-feira, 9.

Como apontado pela área de estudos da Mafre, o PIB do Brasil sofrerá uma desaceleração significativa em decorrência do aperto da política monetária, a fim de controlar a inflação bem acima da meta do Banco Central.

Essas medidas têm um efeito positivo sobre as taxas de câmbio, o que pode oferecer algum alívio sobre o impacto negativo que a inflação tem sobre a rentabilidade das seguradoras, segundo Manuel Aguilera Verduzco, diretor-geral da MAPFRE Economics.

“O movimento tem se mostrado positivo para os investimentos e a moeda, que se valorizou nos últimos três meses. Ainda assim, o custo da inflação e taxas de juros mais altas se traduz em uma desaceleração da economia”, afirmou

Na avaliação do executivo, os aumentos das taxas Selic e das previsões de inflação para este ano e 2023 consideram o combate aos impactos secundários do atual choque de preços sobre as matérias-primas, que se manifestam com certa defasagem aos demais preços.

Conforme o estudo, o comportamento das exportações, que deverão crescer 1%, geram dúvidas. Se por um lado as matérias-primas têm apresentado alta da procura e de preços, há a possibilidade de uma possível escassez, assim como de fertilizantes nos mercados internacionais, que poderão afetar as exportações agrícolas brasileiras.

A pesquisa mostra ainda que que tanto o consumo privado como os investimentos sofrerão desaceleração ao longo de 2022. O consumo privado deverá cair de 3,9% em 2021 para 2,6% em 2022, e os investimentos de 17,3% para (-) 4,1%.

“Diante dessa equação, elevamos nossa projeção de crescimento do PIB brasileiro em dois décimos, embora ainda seja um crescimento muito limitado para se adaptar ao vento favorável dos preços das matérias-primas”, observa o executivo.

Segundo ele, o contexto geral continua negativo, com custos de energia elevados e inflação, que ainda não se estabilizaram e que irão reduzir o consumo das famílias.

(Com assessoria)