Gustavo Marquinim, CEO da Foregon Foto: Divulgação

A Foregon, marketplace de crédito, deve abrir uma rodada de captação no início do próximo ano. A meta é obter um aporte Série A de R$ 10 a R$ 15 milhões. Os recursos serão utilizados para acelerar o road map de produtos e melhorar as integrações. O reforço visa a prepara a empresa também para as oportunidades que surgirão com o Open Banking.

“Temos identificado algumas alavancas de crescimento e esse investimento vem para isso. Sem investimentos, esperamos um crescimento de sete vezes e com o aporte em dois a três anos poderemos crescer 15 vezes. Já temos infraestrutura para o open banking desregulado com integração entre os bancos. Os bancos digitais já nascem com APIs abertas e os grandes estão começando agora mas acelerando o processo. Os bancos públicos devem se abrir em breve. O Banco do Brasil já está conectado com a bxblue para consignado e com o Bom Pra Crédito para empréstimo e ainda deve abrir a API para cartão de crédito”, analisa Gustavo Marquini, CEO Foregon.

Visionária do modelo digital antes mesmo do meio se popularizar, a Foregon foi fundada em 2000 para oferecer soluções de tecnologia para os bancos oferecerem seus produtos de forma online. Como o mercado não estava pronto na época, a empresa passou a atuar na captura de leads coletando as informações dos usuários pela internet para que as instituições financeiras entrassem em contato a fim de vender cartões, empréstimos, e produtos de crédito em geral. A jornada do cliente começava no online e terminava em outro canal, já num embrião conceito de omnichannel.

“Em 2016, pivotamos completamente o modelo colocando o usuário no centro do negócio e vimos o número de usuários saltar de 40 mil  por mês para 2,6 milhões. Antes, os clientes era os grandes bancos como Bradesco e Itaú, Bradescard e Banco Pan. Desde 2016, entraram muitas fintechs, Neon, Original, Trigg, além dos bancos Bradesco, Itaú e Santander”, diz Marquini.

Ele explica que a Foregon atua como correspondente bancário dessas instituições que disponibilizam seus produtos no portal e a empresa sugere o melhor produto para os clientes. Hoje mais 90% das pessoas que solicitam um cartão de crédito ou empréstimos online são reprovadas. A ideia da empresa é aumentar as chances desses usuários, oferecendo mais opções para eles.

“Se o Itaú ou Bradesco não querem esse cliente, procuramos buscar,  por meio de tecnologia e APIS, se não há outras instituições financeira que o aceite na sua carteira. A pessoa entra, se cadastra e tem um score de credito e um algoritmo que informa quais produtos de crédito ela tem mais chances de conseguir. Ela também pode comparar os produtos. Nós somos remunerados pelas instituições pelo sucesso do cliente, quando ele consegue um cartão ou empréstimo”, explica Marquini.