Breno Lobo, chefe de subunidade e consultor da Gerência de Gestão e Operação do Pix no Banco Central - Crédito: Divulgação

Breno Lobo, chefe de subunidade e consultor da Gerência de Gestão e Operação do Pix no Banco Central – Crédito: Divulgação

A pouco menos de um mês para complementar um ano de funcionamento, em 16 de novembro próximo, os números do Pix demonstram a alta adesão dos usuários. Já são mais de 330 milhões de chaves cadastradas, de mais de 102 milhões de pessoas físicas e mais de 7 milhões de pessoas jurídicas. Em termos de transações, já são quase 6 bilhões, que totalizam cerca de R$ 3,5 trilhões.

Números que aguçam também o apetite de golpistas e fraudadores, pela rapidez e facilidade oferecidas pelo meio de pagamento instantâneo. No fim de agosto, o Banco Central mudou regras do Pix, que visam mais segurança nas transações, limitando, por exemplo, o valor das transferências no período noturno, muito em função de assaltos e sequestros relâmpagos.

Para Breno Lobo, chefe de subunidade e consultor da Gerência de Gestão e Operação do Pix no Banco Central, o número crescente de golpes e fraudes não impacta negativamente na utilização do Pix. “Os benefícios estão suplantando os problemas de segurança identificados”, afirmou em evento virtual promovido pela Quod, uma das operadoras do Cadastro Positivo, que contou também com a participação da Febraban.

Lobo afirmou que a autoridade monetária trabalha constantemente para aumentar a segurança do meio de pagamento. “Estamos tendo conversas constantes com os agentes policiais, com o Ministério Público e com as instituições participantes para que as informações e alertas sobre fraudes e golpes possam ser transmitidas tempestivamente, de parte a parte”, relatou.

O consultor do BC disse também que, em função do sigilo bancário, as informações não podem ser passadas diretamente à polícia, passando obrigatoriamente por decisão do Poder Judiciário, mas alertou para uma certa defasagem digital da polícia. “O mundo está mais rápido e o Pix só veio confirmar isso. Me parece que a polícia ainda está defasada. Eles precisam de dados da agência bancária para determinar qual delegacia vai investigar o caso. Tudo hoje é digital e a nossa conversa também vai no sentido de como podemos ajudar para que esse fluxo de informações seja mais rápido”, ponderou.

Febraban faz campanha de conscientização

Presente ao evento, o diretor adjunto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Walter Faria, afirmou que o sistema financeiro busca constantemente o compartilhamento de informações para um processo mais seguro nas transações.

“O Pix é muito seguro, totalmente rastreável. Um sistema muito bom, muito parrudo, confiável. O problema é que o fraudador vai na ponta mais frágil, ou seja, a pessoa”, pontuou Faria.

Para conscientizar as pessoas a se prevenir contra fraudes e golpes, está no ar, em rádio, tv e redes sociais, uma campanha da Febraban intitulada ‘Pare e Pense. #Pode ser Fraude’.

O material publicitário traz informações e dicas para que os clientes bancários se protejam de golpes aplicados por criminosos, como o do falso motoboy, da troca de cartão, de pedidos de dinheiro pelo WhatsApp e da falsa central ou do falso funcionário de banco.

Walter Faria lembrou que, na próxima semana, acontece a Semana de Segurança Digital, em que todos os bancos farão mais ainda o processo de conscientização, priorizando também a Black Friday, prevista para novembro.