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Há um número significativo de cidadãos que poderiam se beneficiar da portabilidade de crédito que soma 18,9 milhões de tomadores de empréstimos no crédito consignado, 4,2 milhões no financiamento de veículos e 493 mil no crédito imobiliário. Esses clientes pagam taxas de juros acima da média atual do mercado e, caso optassem pela portabilidade, criada em 2006, poderiam transferir sua operação para outra instituição, com custo menor, segundo o estudo Evolução da portabilidade de crédito no Brasil: comportamento e perfil, divulgado nesta terça-feira, 25, pelo Banco Central.

Em relação ao impacto nas taxas de juros, a pesquisa revela que houve redução média de 2,9 pontos percentuais ao ano no crédito imobiliário e 5,7 pontos percentuais para o consignado. Assim, houve melhora nas condições de crédito dos cidadãos que utilizaram a portabilidade.

O relatório mostra ainda que em 2020 foram registradas 6,3 milhões de solicitações de portabilidade de crédito, das quais 62% foram efetivadas e 13% foram retidas pela instituição financeira original após negociação com o cliente. Com isso, o índice médio de sucesso do instrumento é de 75%. Do total de solicitações, 15% são canceladas por erro da instituição original na localização do número do contrato ou por falha do tomador ou instituição proponente.

Consignado e aquisição de veículos

De acordo com o BC, o potencial não realizado de portabilidade é bastante expressivo para modalidades como crédito consignado e aquisição de veículos. Nessas modalidades, respectivamente, 47% e 28% dos tomadores (25% e 12% do saldo total de operações de portabilidade) ativos em dezembro de 2020 estão em operações com taxas de juros acima de 25% ao ano, enquanto as taxas médias em 2020 foram de 19,7% no crédito consignado e de 19,3% ao ano na aquisição de veículos.

O documento aponta ainda que os contratos de portabilidade no crédito consignado apresentaram redução média de 5,7 pontos percentuais. (Com assessoria de imprensa)