A B3 iniciou hoje a negociação do primeiro ETF que replica o preço do ethereum seguindo o índice CME CF Ether Reference Rate, referência de contratos futuros de bitcoin negociados na Chicago Mercantile Exchange Group. O ticker QETH11, da gestora QR Asset Management do grupo QR Capital, proporciona uma opção de investir no segundo maior ativo digital do mercado.

Com a sua chegada, a gestora agora oferece a possibilidade de exposição aos dois maiores e mais valiosos ativos digitais do mercado, de forma regulada. No último mês, a empresa também lançou o QBTC11, ETF de bitcoin (BTC), que se tornou o primeiro fundo brasileiro a investir 100% de seu patrimônio na criptomoeda.

“A B3 está atenta para viabilizar as demandas do mercado e proporcionar mais diversificação aos investidores. Os ETFs de ativos digitais abrem essa nova possibilidade aos investidores aqui no Brasil”, disse Rogerio Santana, diretor de relacionamento da B3.

O CEO da QR Capital, Fernando Carvalho, destaca a importância da chegada do ETF de ethereum à B3 e reforça a estratégia de ETFs monoativo da empresa.

“Com ETFs dos dois principais ativos digitais do mercado na B3, o investidor ganha autonomia para elaborar sua própria estratégia, o que se alinha com o objetivo da QR Capital de oferecer opções robustas para que o investidor possa entrar no mercado cripto de forma segura, simplificada e com total autonomia para montar sua própria carteira”, explica Carvalho.

Este é o terceiro ETF referenciado em criptoativo disponível na bolsa do Brasil, todos eles destinados para investidores em geral.

A Ethereum é a maior blockchain da atualidade e passará por uma atualização nesta quinta-feira (5), que visa implementar uma série de melhorias em sua plataforma. Entre as novidades, destaca-se o EIP 1559, um novo formato de taxa que visa tornar o ativo escasso.

Orlando Telles, diretor de Research da Mercurius Crypto, casa de pesquisa em criptoativos, ressalta que é importante lembrar que um dos maiores problemas que a Ethereum tem enfrentado são as altas taxas, dada a falta de escalabilidade da sua rede. (Com assessorias de imprensa)