Produção industrial cai 1,3% em julho, diz IBGE-Crédito: Freepick

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A produção industrial brasileira caiu 1,3% frente a junho, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 1,5%, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisas Estatísticas (IBGE). Em relação a julho de 2020, houve alta de 1,2%, a décima primeira taxa positiva consecutiva nessa comparação.

No ano, a indústria acumula alta de 11,0% e, em doze meses, de 7,0%, intensificando o crescimento de junho (6,6%) e mantendo trajetória ascendente desde agosto de 2020 (-5,7%).

As maiores influências negativas vieram do segmento de bebidas (-10,2%), interrompendo três meses de taxas positivas consecutivas, período em que acumulou expansão de 11,7%; e produtos alimentícios (-1,8%), segundo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perda de 3,8%.

Outras contribuições negativas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%), de máquinas e equipamentos (-4,0%), de outros equipamentos de transporte (-15,6%) e de indústrias extrativas (-1,2%).

Entre as sete atividades com crescimento na produção, os produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) tiveram impacto positivo em julho de 2021, terceiro mês seguido de avanço e acumulando, nesse período, expansão de 10,2%.

Categorias econômicas

Entre as grandes categorias econômicas, houve quedas em bens de consumo duráveis (-2,7%) e bens intermediários (-0,6%), com a primeira marcando o sétimo mês seguido de queda e acumulando nesse período perda de 23,4%; e a segunda recuando 3,2%, no quarto mês consecutivo de queda.

Os setores de bens de capital (0,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) tiveram resultados positivos em julho de 2021, com o primeiro marcando a quarta expansão seguida e avançando 5,9% nesse período; e o segundo devolvendo pequena parte do recuo de 1,7% assinalado em junho.

A média móvel trimestral da indústria mostrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em julho de 2021 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2021.

 (Com assessoria)