Thiago Cesar, CEO da Transfero, emissora do BRZ              Crédito: Divulgação

O BRZ, stablecoin latinoamericana emitida pela suíça Transfero, e a Solana Foundation, dona da blockchain que permite transações baratas e velozes, lançaram em parceria um fundo de US$ 20 milhões para financiar projetos cripto no Brasil.

Trata-se de uma das maiores iniciativas de funding de projetos de criptomoedas ocorrida no país, totalmente fomentada por empresas do setor. O investimento tem como objetivo atrair capital e talentos tecnológicos para o ecossistema crypto no país.

Diferentemente dos fundos de Venture Capital tropicais, que buscam negócios que já deram certo, o fundo buscará projetos early-stage.  Países emergentes são os que mais devem se beneficiar das aplicações em blockchain, segundo Anatoly Yakovenko, presidente da Fundação Solana.

“Trabalhar em conjunto com a Solana trará inovação e desafiará ineficiências inerentes ao sistema financeiro do Brasil. Temos os meios para ajudar os projetos locais pensar globalmente e dimensionar suas soluções internacionalmente”, afirma Thiago Cesar, CEO da Transfero, emissora do BRZ.

Entre os projetos já selecionados, que já contam com investimentos de mais de US$ 2 milhões, constam o FTT, criptomoeda criada pela exchange FTX; a Serum, exchange descentralizada; DeFi Land, jogo online que emula o ambiente de finanças descentralizadas; e Parsig, plataforma de dados e automação.  que são todos internacionais, já que a iniciativa faz parte de um projeto global. Os projetos já contam com investimentos de mais de US$ 2 milhões.

Por enquanto os projetos são todos globais. A expectativa, no entanto, é atrair e fomentar especialmente as iniciativas brasileiras de cripto que, inclusive, já foram selecionadas na etapa brasileira do hackathon Solana, realizada entre 15 de maio e 7 de junho de 2021.

(Com assessoria)