Homem faz contas das dívidas e põe a mão na cabeça

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O endividamento das famílias brasileiras chegou a um novo recorde no mês de junho, quando 69,7% das famílias relataram ter dívidas, seja no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado, empréstimo pessoal, carnês de lojas e demais prestações.

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgado nesta quinta-feira, 1º, revelou que mais de 82% dos brasileiros estão endividados no cartão de crédito. Nas famílias de menor renda, a proporção daqueles que têm dívidas ultrapassou os 70%, maior número em 11 anos.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atrasos aumentou pela segunda vez desde agosto de 2020, alcançando 25,1% em junho, acima do nível de maio, porém 0,3 ponto percentual abaixo do apurado em junho de 2020. A parcela das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que permanecerão inadimplentes – aumentou de 10,5% para 10,8% de maio para o mês de junho.

No caso da inadimplência, no entanto, há tendências diferentes entre as faixas de renda nos três últimos resultados. A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de até dez salários-mínimos aumentou de 27,1% em maio para 28,1% em junho. No grupo com renda superior a dez salários-mínimos, o percentual manteve-se estável em 11,9% em junho, mas é o segundo maior percentual do indicador para meses de junho.

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