Mão árvore oferece muda de esperança à mão de criança

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Pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), realizada com 265 instituições financeiras, aponta que, para 87% delas, o tema sustentabilidade ganhou mais relevância nos últimos 12 meses.

Essas mudanças não serão temporárias: 52% dos entrevistados acreditam que o tema sustentabilidade ganhará muito mais relevância nos próximos 12 meses, enquanto 38% acham que a discussão terá um pouco mais de importância.

“Houve a preocupação de que a agenda de sustentabilidade fosse deixada em segundo plano na pandemia, no entanto o ESG encontrou o espaço ideal nas discussões do mercado. O fato de lidarmos com eventos inesperados e sem a real noção dos impactos deixou algumas questões ainda mais evidentes, por exemplo, as sociais”, opina Cacá Takahashi, vice-presidente da Anbima e coordenador do Grupo Consultivo de Sustentabilidade.

Quando olhamos apenas para as gestoras de recursos, 70% delas afirmaram estar mais atentas aos problemas sociais; 69%, a questões epidemiológicas; e 68%, a problemas de saúde pública.

Questionadas sobre o estágio atual quanto à compreensão do tema por todas as áreas e equipes, 49% das as instituições (não apenas as gestoras) afirmaram estar em processo de disseminação, enquanto 27% disseram ter processos totalmente implementados.

Sobre a pesquisa

A pesquisa Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais foi encomendada pela Anbima e realizada em duas fases. A primeira, qualitativa, liderada pela consultoria Na Rua, contou com 144 participantes para responderem exercícios sobre o tema e 41 para entrevistas em profundidade.

A segunda, quantitativa, teve o apoio do Datafolha: foram 265 casas entrevistadas, sendo 209 gestoras de recursos. A margem de erro fica entre 6 e 7 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.