Gabriel Andrade, Eliézer Pimentel, Kaio Nascimento, cofundadores da Quero 2 Pay - Crédito: Divulgação

Gabriel Andrade, Eliézer Pimentel e Kaio Nascimento, cofundadores da Quero 2 Pay – Crédito: Divulgação

A Quero 2 Pay, fintech de maquininhas de cartão, estava programada para ser desenvolvida daqui a dois anos, mas foi criada em apenas um mês em função das consequências da pandemia do coronavírus. A correria deu certo. Em 18 meses, a Quero 2 Pay atingiu o marco de R$ 1 bilhão em transações com presença nacional em 1.900 cidades e em mais de 20 mil estabelecimentos.

No início de 2020, os sócios Gabriel Andrade e Kaio Nascimento, que já tinham uma empresa de venda de ingressos, precisaram rever o modelo de negócio por conta do aparecimento da Covid-19 e dos impactos que o setor de entretenimento sofreu com os cancelamentos e interrupções dos eventos.

Com isso, o plano de desenvolver a ideia de uma empresa de meios de pagamento, previsto desde a criação da tiqueteria, aconteceu em março de 2020. A partir de um capital próprio de 300 mil reais, a fintech Quero 2 Pay começou a ser executada e, em abril do mesmo ano, aconteceu a primeira transação comercial.

“Nesta época em que tivemos que recalcular a rota visando a sobrevivência do negócio, entramos em contato com o Eliézer Pimentel, que tinha vasta experiência em empreendimentos financeiros e, com recente passagem pelo Vale do Silício, enxergamos uma sinergia para fechar uma sociedade com ele”, revela Andrade.

Foco nos pequenos

De acordo com Gabriel Andrade, CEO da Quero 2 Pay, a fintech nasceu com o objetivo de democratizar o acesso às ferramentas tecnológicas financeiras e, assim, alavancar e empoderar empreendedores ao redor do Brasil. Dentre os serviços oferecidos, o principal e carro chefe da fintech é a máquina de cartão Queridona Smart.

“Os pequenos e médios são o principal foco, visto que a nossa proposta é eliminar a necessidade de um vínculo com um banco para torná-los correspondentes bancários e facilitar a realização das transações”, diz Andrade.

O executivo pontua que durante a trajetória, a fintech chegou a receber um aporte de R$ 3 milhões da 7Stars Ventures, holding de investimentos comandada por Daniel Abbud, que também conhece o ecossistema por conta da sua experiência com a Beblue. Além do apoio financeiro, Abbud tornou-se um verdadeiro parceiro e mentor, que auxilia no amadurecimento de negócio da Quero 2 Pay.

Os valores das transações realizadas com a Queridona podem ser recebidos pelo empreendedor no dia seguinte e, para adquirir uma unidade, facilitamos o parcelamento em até 18 meses. A fintech traz outros serviços em seu portfólio, como o Q2 Lupa, um conciliador financeiro para conferências de todas as vendas realizadas com cartões de forma automatizada, e o Q2 Link, que possibilita a venda pelas redes sociais.

(com assessoria)