Gabriel Andrade, CEO da Quero2pay - Crédito: Divulgação

Gabriel Andrade, CEO da Quero2pay – Crédito: Divulgação

A Quero2pay, fintech de maquininhas de pagamento, fechou o ano de 2021 com a marca de R$ 1 bilhão transacionados, em 18 meses de funcionamento, mas as metas para 2022 são ainda mais desafiadoras. A Quero2pay se prepara, com o apoio da BR Partners, para uma rodada Série A ainda no primeiro semestre deste ano, onde pretende captar US$ 20 milhões.

E nos primeiros três meses de 2022 vai disponibilizar uma série de novos produtos e serviços na maquininha Queridona, smartPOS android, para que ela funcione como uma miniagência bancária em cada ponto de venda.

“Os pequenos e médios são o principal foco, visto que a nossa proposta é eliminar a necessidade de um vínculo com um banco para torná-los correspondentes bancários e facilitar a realização das transações”, afirma Gabriel Andrade, CEO da Quero2pay. Hoje, além da máquina de cartão Queridona, a fintech oferece o Q2 Lupa, um conciliador financeiro para conferências de todas as vendas realizadas de forma automatizada, e o Q2 Link, que possibilita as vendas pelas redes sociais.

Programa para licenciados

Outro desafio da Quero2pay é o seu programa para licenciados, no qual os donos de comércio podem atuar como representantes da marca, ampliando e administrando a carteira de parceiros que utilizam a Queridona em seus estabelecimentos. “Vendemos uma licença, uma espécie de franquia, do nosso programa por um preço super em conta. Por 12 x R$ 99,00 o empreendimento consegue se tornar um licenciado da Quero2pay e vai receber um kit completo, com máquina, treinamento e acesso a gestores. Hoje já estamos com 200 licenciados na base em quase 100 municípios diferentes no Brasil. A nossa meta é fechar 200 novos licenciados por mês e chegar a dezembro de 2022 com mais 2.400 licenciados”, projeta Andrade.

Segundo o CEO da Quero2pay, a disputa de players de meios de pagamento fez uma maquininha de cartão se tornar commodity no mercado. “A gente quer fugir dessa guerra de taxas, não queremos ser commodity. A ideia da Quero2pay é fazer o nosso terminal android se tornar uma miniagência bancária em cada ponto de venda, onde o player encontre tudo o que precisa na nossa solução, como empréstimos, financiamento veicular, financiamento de boleto, pagamento de contas, recarga de celular, recarga de streaming. Conseguimos oferecer todos esses serviços na própria máquina de cartão”, ressalta.

Pandemia acelerou os planos

Gabriel Andrade era sócio de Kaio Nascimento no Quero2ingressos, mas já pensava em abrir uma fintech em parceria com Eliezer Pimentel, um dos fundadores da Cloudwalk, que já havia saído da sociedade. O plano ainda não tinha saído do papel quando, em função da pandemia, o setor de entretenimento sofreu com interrupções e cancelamento das atividades.

“Vimos a Quero2ingressos zerar o seu faturamento do dia para a noite e foi a hora de acelerar o projeto da fintech. Lançamos a Quero2pay no início de 2020 e deu muito certo. Trouxemos um time técnico muito forte e adotamos uma estratégia comercial bem agressiva. O que faturávamos em um mês com os ingressos passamos a faturar em menos de 24 horas. Saímos de 20 para quase 200 funcionários, foi um crescimento muito acelerado. Acreditamos, no entanto, que já fizemos menos de um por cento do que queremos. Enxergamos o mercado em constante evolução, hoje somos multiadquirentes de vários players e fizemos tudo isso num curtíssimo espaço de tempo”, conta Gabriel Andrade.

Durante a trajetória, a fintech chegou a receber um aporte de R$ 3 milhões da 7Stars Ventures, holding de investimentos. Hoje a dona da Queridona está presente em 1,9 mil cidades das cinco regiões brasileiras e em mais de 20 mil estabelecimentos.