Renda fixa está em alta entre investidores- Crédito: Freepik

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A renda fixa está em alta entre os investidores brasileiros diante do cenário de taxa de juros básica novamente em dois dígitos, 11,75%, somada à expectativa de aumento na inflação. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), a renda fixa foi responsável por 84,7% das captações no primeiro trimestre do ano, a maior para os três meses iniciais de um ano desde 2012.

“A rentabilidade atual desses investimentos dificilmente é encontrada em outras aplicações com mais risco presentes no mercado”, explica Lucas Sharau, assessor de investimentos da iHUB Investimentos.

Segundo ele, a renda fixa é um tipo de investimento que traz, principalmente dois benefícios à mente dos brasileiros: segurança e proteção. “Agora, com as recentes mudanças promovidas pelo Copom, elevando a taxa Selic para 11,75% ao ano, essa modalidade chama mais a atenção dos investidores por estar rendendo 1% ao mês, se aproximando de algumas opções que apresentam mais risco.

Investidor conservador

A longo prazo, investimentos em renda fixa, que costumam ser mais procurados pelo investidor conservador, apresentam vantagens, como mostrar os ganhos que o investidor terá no momento da aquisição dos títulos até o seu vencimento.

“No entanto, é preciso diferenciar os tipos de investimentos, prazos de resgate, quem oferece e as taxas que incidem para avaliar qual a melhor escolha para o portfólio”, observa Sharau.

Segundo ele, enquanto os rendimentos dos títulos pós-fixados irão acompanhar as taxas de juros, as aplicações com juros prefixados começam a chamar atenção pela vantagem de poder travar uma taxa até o vencimento.” Isso fica atrativo em momentos nos quais os juros estão em alta, antes de começarem a cair.”

Porém, mesmo que os títulos possam proteger o valor investido de imprevisibilidade, também existem riscos que podem gerar, caso o investidor não esteja atento às suas escolhas.

Possíveis riscos

Existem vários riscos relacionados à renda fixa, mas o especialista evidencia algumas escolhas equivocadas feitas pelos investidores, como optar sempre por i

Na opinião do analista, a opção por investimentos isentos do IR e a compra de títulos com vencimentos mais curtos, quando não há a necessidade de usufruir do dinheiro na data do vencimento, são as escolhas mais equivocadas feitas pelos investidores.

É importante destacar que toda aplicação de renda fixa é uma dívida, ou seja, uma instituição, privada ou pública, que precisa de recursos, emite um título para se financiar. O risco de crédito é medido pela chance do devedor não honrar com o pagamento.

“Quando falamos do risco de crédito do Governo, falamos da possibilidade da gestão pública não quitar suas dívidas. Pode acontecer, mas é difícil. No entanto, o Banco Central (BC) é responsável pela emissão de dinheiro. Portanto, caso se faça necessário, o próprio BC pode emitir mais dinheiro e pagar a dívida”, afirma Lucas Sharau.

Quando o devedor é uma instituição bancária, o risco é diferente. Caso o banco não pague os títulos, ocorre a interdição da instituição e a suspensão da negociação de seus títulos.

Na sua opinião, a renda fixa privada apresenta mais risco que os títulos emitidos pelo governo ou por bancos.  Caso o emissor não honre com seus compromissos, as garantias utilizadas na emissão da dívida terão de ser analisadas, podendo ser reais, ou no nome da própria empresa.

(Com assessoria)