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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES alcançou R$ 1 bilhão em financiamento do Finame Direto, recorde da linha de crédito voltada à aquisição de bens de produção nacionais. Somente nos quatro primeiros meses do ano, o banco desembolsou R$ 571 milhões. Em 2020, quando foram feitos ajustes no Finame Direto, tornando-o mais acessível, os desembolsos foram de R$ 416 milhões, ante R$ 36 milhões em 2019 e R$ 143 milhões em 2018.

A nova modalidade de empréstimo reduziu o prazo entre os pedidos e os desembolsos. Na opinião de Marcos Rossi, superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, o Finame Direto é “uma forma mais flexível e rápida de financiamento, que também oferece aos clientes um custo menor de transação”.

Os custos financeiros acompanham índices da TLP, da Selic ou de um cesta de moedas e a remuneração do BNDES é a partir de 0,9%. Operando na formatação atual desde o ano passado – quando a crise decorrente da covid-19 já havia chegado – a solução financeira permite a empresas e municípios contratarem créditos diretamente com o Banco, a partir de R$ 20 milhões, para aquisição de máquinas, equipamentos e materiais de produção nacional.

Entre as mudanças, podem-se destacar: a ampliação do período de utilização dos recursos, que passou de 24 para até 36 meses; a inclusão, como itens financiáveis, da linha de materiais industrializados, como tubos, conexões, vidro, borracha, chapas de aço; e a possibilidade de capital de giro associado à aquisição de bens de capital. O valor mínimo de cada operação aumentou em relação ao formato inicial, passando de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões.