Emojis com olhos de cifrões - Crédito: Freepik

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No terceiro trimestre de 2021, os mercados no Brasil andaram na contramão do mundo. No cenário externo, discussões ao redor da retirada de estímulos monetários por parte do banco central americano, o Federal Reserve, preocupações que uma crise imobiliária possa tornar a desaceleração econômica na China ainda mais aguda, e uma crise energética global afetaram os mercados pelo mundo.

No plano doméstico, incertezas quanto à trajetória fiscal e a manutenção ou não do teto de gastos, pressões inflacionárias levando a taxas de juros mais altas, preocupações com uma crise hídrica, projeções menores para o crescimento em 2022, e o aumento de tensões políticas pressionaram os ativos brasileiros. No resultado dos grandes bancos, no entanto, os números são muito positivos.

Lucros recordes dos bancos

O lucro líquido consolidado dos quatro bancos no 3º trimestre de 2021 é de R$ 21,3 bilhões, o terceiro maior no levantamento realizado pela Economatica, desde o 4º trimestre de 2016. O maior lucro consolidado foi no 2º trimestre de 2021 (com R$ 23,1 bilhões) e o 2º maior no 4º trimestre de 2019 (com R$ 21,8 bilhões).

O lucro no 3º trimestre de 2021 registra crescimento de 36,75% com relação ao mesmo período de 2020, e recuo de -7,99% com relação ao 2º trimestre de 2021.

No 3º trimestre de 2021, O Bradesco tem o maior lucro (com R$ 6,64 bilhões), seguido por Itaú Unibanco (com R$ 5,78 bilhões), Banco do Brasil (com R$ 4,60 bilhões) e Santander (com R$ 4,27 bilhões).

O Bradesco registra crescimento de 58,6% entre o 3º trimestre de 2021 e de 2020. O Banco do Brasil tem crescimento de 49,4%, o Itaú Unibanco cresceu 28,7%, e o Santander tem o menor crescimento, com 12,2% no mesmo período.

Intermediação Financeira

No 3T21, a receita de intermediação financeira dos quatro bancos é de 210,8% superior ao do mesmo período de 2020 e 55,6% superior ao do segundo trimestre de 2021.

Nominalmente, os R$ 159,1 bilhões de receita de intermediação financeira no 3º trimestre de 2021 representam o 3º maior montante desde o 4º trimestre de 2016, período pesquisado pela Economatica. O maior valor foi registrado no 1º trimestre de 2020, com R$ 180,3 bilhões, e o segundo foi no 3º trimestre de 2015, com R4 172,9 bilhões.

O Itaú Unibanco registra a maior receita no 3º trimestre de 2021, com R$ 45,4 bilhões. O Banco do Brasil tem a segundo maior, com R$ 41,1 bilhões, o Santander é o terceiro colocado, com R$ 39,5 bilhões e o Bradesco é o quarto, com R$ 33 bilhões.

Provisão para Devedores Duvidosos (PDD)

Entre os terceiros trimestre de 2021 e de 2020, a PDD registrou queda (-10,10%), mas crescimento de 44% em relação ao 2T21. A PDD no 3T21 dos quatro bancos soma R$ 18,6 bilhões, sendo o Banco do Brasil que tem o maior provisionamento, com R$ 5,91 bilhões. O Itaú Unibanco é o segundo, com R$ 4,71 bilhões, seguido do Santander, com R$ 4,37 bilhões, e o Bradesco ocupa a quarta posição, com R$ 3,6 bilhões.

Ativo Total

No 3º trimestre de 2021, o ativo total consolidado dos quatro bancos é de R$ 6,76 trilhões, montante que é 4,80% superior ao do 3º trimestre de 2020, e 4,65% superior àquele do 2º trimestre de 2021.

O banco que detém mais ativos é o Itaú Unibanco, com R$ 2,15 trilhões, seguido pelo Banco do Brasil, com R$ 1,97 trilhão, pelo Bradesco, com R$ 1,66 trilhão, e pelo Santander, com R$ 970 bilhões.

Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE)

A mediana do ROE dos quatro bancos no 3º trimestre de 2021 é de 17,59%, percentual próximo ao registrado no 1º trimestre de 2020 (pré – pandemia). O menor valor aconteceu no 4º trimestre de 2020, quando a mediana foi de 12,06%, e o maior registro foi no 1º trimestre de 2008 (com 26,98%).

A mediana do ROE entre os terceiros trimestres de 2021 e de 2020 teve crescimento de 4 pontos percentuais, e de 0,07 ponto percentual com relação ao 2º trimestre de 2021.

O Santander tem o melhor registro no 3º trimestre de 2021, com 19,2%, o Itaú Unibanco é o segundo colocado, com 18,1%, o Bradesco é o terceiro, com 17,1%, e o Banco do Brasil é o quarto, com 14,1%.

Valor de Mercado

O valor de mercado consolidado dos quatro bancos em 7 de novembro de 2021 é de R$ 600 bilhões. Considerando o pior momento da bolsa brasileira, no final do 1º trimestre de 2020, o valor de mercado desses bancos era de R$ 560 bilhões. Assim, os quatro bancos registraram crescimento de 7,15% desde o pior momento da crise.

Efetuando a mesma análise desde o 4º trimestre de 2020, os bancos estão 36,96% abaixo do valor de mercado registrado naquela data, que era de R$ 951,8 bilhões, o maior valor registrado na amostra da Economatica.

O Itaú Unibanco é o maior banco, com R$ 211,9 bilhões, seguido pelo Bradesco, com R$ 176,3 bilhões, pelo Santander, com R$ 127,6 bilhões, e pelo Banco do Brasil, com R$ 84,1 bilhões.