Luiz Malere, Innovation Specialist do SAS - Foto: Divulgação

Luiz Malere, Innovation Specialist do SAS – Foto: Divulgação

A experiência do cliente é uma das armas utilizadas pelas fintechs para entrar no mercado financeiro, uma vez que oferecem simplicidade e agilidade no onboarding e isenção de taxas para a abertura e manutenção de contas. Desafios para os grandes bancos, que concentram mais de 80% no mercado, mas com modelos mais rígidos de interação.

A automação bancária e a inteligência artificial são fortes aliadas na disrupção desse mercado e, a partir do compartilhamento de dados pelo Open Banking, oferecem inúmeras possibilidades para empresas como o SAS, líder mundial em analytics e IA, que participou do Digital Money Meeting, nesta sexta-feira, 27.

Luiz Malere, Innovation Specialist do SAS, apresentou os muitos desafios que bancos e novos entrantes encontram no ecossistema do mercado financeiro e como a inovação e a automação de processos podem diminuir o risco de inadimplência, evitar fraudes e combater a lavagem de dinheiro.

Com 45 anos de existência e presença global, o SAS é especialista na gestão de riscos e tem ampliado o seu mercado, mirando o futuro e o público jovem, investindo fortemente em inovação.

A facilidade dos aplicativos via mobile podem trazer riscos, segundo Malere, mas por outro lado é exatamente o que os clientes procuram, ou seja, obter uma conta de forma ágil e eficiente.

“Os millenials, a geração Z, buscam realmente essa experiência amigável, com tarifa zero ou tarifa muito baixa. Mas como oferecer limites de crédito ou evitar transações fraudulentas sem correr muitos riscos? O IA oferece modelos que mostram a propensão de pagamento ou de inadimplência e adequam os limites de acordo com o perfil do cliente”, garante Malere.

Open Banking e a disrupção

O compartilhamento de dados a partir do Open Banking vai ampliar o escopo de análise da IA. “Hoje, as instituições financeiras têm uma meia visão de seus clientes, uma vez que não sabem qual é o relacionamento que eles podem ter com a concorrência. Imaginem a riqueza de informações que estarão disponíveis com a devida autorização”, sugere Luiz Malere.

Para tornar tangível essa nova realidade, o especialista em inovação do SAS apresentou os diversos modelos de gestão de risco que podem ser utilizados como APIs para as aplicações mobile, para decisões automatizadas.

A inteligência artificial consegue tratar um volume muito grande de informações, centenas, milhares de variáveis sobre cada cliente, como endereço, renda, financiamentos, mas, no momento em que são incorporadas essas variáveis de outras instituições financeiras, o resultado pode ser diferente. A partir do compartilhamento de dados, já há demandas para novas calibragens desses modelos.

“A mensuração da experiência do cliente, no entanto, não deve ser descuidada em função da automação e da inteligência artificial. O cliente deve ter a capacidade de falar com humanos, se necessário, principalmente hoje, quando uma impressão negativa tem efeitos catastróficos na internet e nas redes sociais”, completa Malere.