Robótica movimentará US$ 30 bi em 2030, diz BCG | Crédito: Freepik

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O Boston Consulting Group (BCG) projeta um crescimento expressivo do setor de robótica, que deverá saltar de US$ 25 bilhões de faturamento em 2021 para até US$ 260 bilhões no mundo, final da década. A expansão será impulsionada pelas inovações de startups e empresas menores, avanços tecnológicos e mudanças no comportamento do consumidor, segundo o estudo.

A pesquisa prevê ainda que os robôs de serviço, que hoje representam uma parcela pequena do mercado, tendem a se tornar os líderes, representando de U$S 90 bilhões a US$ 170 bilhões do faturamento global em 2030. A estimativa é que os próximos dois anos prometem ser ainda mais movimentados para a categoria, quando sua taxa de crescimento anual média variando entre 25% a 35%. Já os robôs industriais e de logística, perderão a liderança atual, com US$ 80 bilhões no mesmo período.

Para Otávio Dantas, diretor executivo e sócio do BCG, mudanças drásticas vão acontecer na robótica até o final da década. “Será um período de inovação e novos caminhos. As empresas consolidadas precisarão de agilidade e um olhar atento para essas mudanças, que podem surgir principalmente das empresas menores e startups de robótica, que são inovadoras e podem conquistar uma fatia importante desse mercado”, analisa.

Veículos autônomos

O estudo aponta ainda que as mudanças de comportamento dos consumidores vão aumentar a necessidade de robótica. Os robôs tendem a assumir cada vez mais profissões de menor capacitação e de salários tradicionalmente mais baixos. O uso intensivo de inteligência artificial e vai propiciar melhores interações entre humanos e robôs.,

“Com as melhorias que já observamos na ciência da computação e na inteligência artificial, a tendência é que os robôs consigam reagir a situações mais complexas e interpretar diferentes cenários”, afirma.

O BCG estima ainda que em 2030 os veículos autônomos de nível três vão representar cerca de 8% das vendas de carros novos – nessa categoria, o carro dirige em estradas desimpedidas e em condições climáticas boas, alertando o motorista para assumir o controle caso se depare com uma situação que não pode controlar.

Na indústria, os robôs desse grupo serão capazes de transitar de forma autônoma em ambientes como um depósito, por exemplo, sinalizando ou parando quando a ajuda de um humano for necessária. No nível quatro, que deve se consolidar por volta de 2030, a máquina operaria de forma totalmente autônoma, com um sistema que faz com que pare apenas em situações raras, mas sem necessidade de envolvimento humano.

As empresas asiáticas de robótica, hoje uma fatia pequena do mercado, vão crescer e competir com as americanas e as europeias. O estudo indica que as organizações coreanas e chinesas – muitas com entrada em operação nos últimos dez anos – serão os motores do crescimento da robótica na Ásia.

(Com assessoria)