Empresário aponta para imagem que sintetiza conceito de inteligência artificial

Crédito: Freepik

A Rocketmat, startup de inteligência artificial aplicada à área de RH para recrutamento, seleção e gestão de pessoas, acaba de receber um aporte de R$ 8 milhões, que suportarão seu projeto de expansão no Brasil e no exterior nos próximos anos. A rodada foi liderada pelo fundo Smart Money Ventures, veículo de investimentos de Fábio Póvoa – cofundador da Movile  e César Bertini, pioneiro em provedores de internet no Brasil – e teve como coinvestidores a DOMO Invest, que tem em sua carteira investimentos em startups de grande sucesso como meutudo., Goomer e Turbi, e Alexia Ventures, dos investidores Patrick Arippol e Wolff Klabin.

A Rocketmat foi criada pelos administradores Pedro Lombardo e Tiago Machado; e pelo doutor em aprendizado de máquina Paulo Nascimento em 2017, em Belo Horizonte (MG). No ano seguinte, e já com projetos em desenvolvimento fora do Brasil, mudou sua sede para Dallas, nos EUA.

“Embora tenhamos sido procurado por vários fundos, criamos uma sinergia muito grande com os investidores de SMV, Alexia Ventures e DOMO, que compartilham da visão de que a verdadeira ciência de dados – e não apenas o uso de soluções de leitura de currículos (ATS) – trará uma grande transformação para a gestão de recursos humanos no médio e longo prazos”, afirma Paulo Nascimento, Sócio e CEO da Rocketmat.

Empresas como Ambev, Home Depot, Unimed, Leroy Merlin, EDP, BV e Creditas utilizam a tecnologia da Rocketmat em seus processos de recursos humanos. Durante a pandemia do Coronavírus, a solução teve papel decisivo na área da saúde, possibilitando que instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein pudessem acelerar a contratação de profissionais e se preparar para a alta da demanda.

A Rocketmat possui tecnologia própria de IA e desenvolve de forma personalizada os algoritmos de acordo com a necessidade de cada empresa. O objetivo é permitir processos de seleção mais ágeis, assertivos e que podem gerar ganhos de eficiência operacional que impactem toda a operação. Sua ferramenta é capaz de analisar milhares de candidatos em questão de segundos, elimina o viés inconsciente na contratação e contribui para aumentar a diversidade nas empresas.

No que diz respeito à gestão de talentos, a tecnologia da Rocketmat compreende , por meio da análise dos dados do cliente, a evasão de profissionais, a produtividade das equipes e as competências necessárias – soft e hard skills -, a fim de obter melhoria de engajamento e  desempenho.

O CEO da Rocketmat ressalta que a empresa se diferencia por ter a capacidade de trabalhar com dados não estruturados e modelá-los de acordo com a demanda do cliente. Ele explica que os dados disponíveis para o RH não foram feitos para machine learning (subárea de inteligência artificial).

“O primeiro passo ao adotar nossa tecnologia é a descobrir o grau de maturidade dos dados para em seguida realizar modelagens personalizadas de algoritmos para cada companhia. Esta atividade é de alta complexidade e executada por pouquíssimas empresas em escala global, o que garante a alta performance nos processos de seleção e gestão de talentos em que a nossa IA atua”, completa.

Inteligência Artificial

De acordo com Fábio Póvoa, managing partner da Smart Money Ventures, que liderou a rodada, as empresas já perceberam que, para se diferenciar, precisam ser mais eficientes em contratar, formar profissionais e manter suas equipes pelo máximo de tempo possível. Para ele, a inteligência artificial terá papel fundamental em apoiar as empresas neste desafio nos próximos anos.

Para Marcello Gonçalves, sócio da DOMO Invest, a startup traz uma solução eficiente para revolucionar o processo de contratação de qualquer empresa.

“Hoje, quanto mais assertivos e ágeis são os processos de recrutamento e seleção, maior a chance da empresa selecionar o candidato ideal e obter resultados efetivos. A  solução da Rockemat vai além da otimização de processos seletivos. A inteligência artificial desenvolvida pelo time tem a capacidade de mitigar vieses discriminatórios, ajudando na construção de uma equipe mais diversa”, diz Gonçalves.

(Com assessoria de imprensa)