Pontos iluminados desenhando as letras NFT

Crédito: Freepik

NFT é uma sigla em inglês para tokens não-fungíveis (non-fungible tokens), ou seja, ativos que não podem ser divisíveis e representam direitos de propriedade.

No caso de obras de arte, são códigos armazenados no blockchain, com o registro da obra, sua descrição, foto, o nome do artista, todo o documental da obra, registro de autenticidade e laudo de avaliação.

A maioria dos NFTs são negociados na rede Ethereum, o mesmo blockchain associado a criptomoedas. Como no caso das criptomoedas, há críticas quanto à nova forma de investimento em arte, em função dos problemas ambientais da rede blockchain, com uso elevado de energia para validar os tokens e, em muitos casos, gerada por fontes sujas de energia.

Os NFTs surgiram em 2014 e começaram a ter destaque em 2017, com projetos com o dos CryptoPunks, imagens digitais de 10 mil personagens colecionáveis vendidos sob a forma de tokens.

Esse mercado ganhou o “mainstream” no início de 2021, especialmente depois que uma obra de arte totalmente digital foi vendida, no dia 11 de março, por US$ 69,3 milhões (cerca de R$ 367 milhões) por meio da tecnologia. Intitulada “Everydays: The First 5,000 Days”, a obra é um compilado de ilustrações lançadas diariamente pelo artista norte-americano Mike Winkelmann, conhecido como Beeple, ao longo de quase 14 anos.

As buscas por NFT dispararam no Google a partir de meados de fevereiro e mantêm-se em alta desde então. No dia 22 de março, o CEO do Twitter, Jack Dorsey, entrou na onda e vendeu na forma de NFT seu primeiro tweet, publicado 15 anos atrás. O direito de propriedade sobre a sequência de 20 caracteres custou ao comprador US$ 2,9 milhões (R$ 15,4 milhões).

A moda chegou à cerimônia de entrega do Oscar 2021, quando o kit de brindes entregue aos indicados para as categorias de melhor ator, atriz e diretor incluiu um NFT de uma escultura digital do rosto do ator Chadwick Boseman, indicado ao prêmio após sua morte. (Com agências internacionais)