Itaú e Totvs criam joint-venture.credito-freepick-digital-money-inform.jpg

A joint-venture precisa ser aprovada pelo Cade. Crédito: Freepik

O banco Itaú e a Totvs anunciaram ontem, 13, a criação de uma joint-venture, que está sendo chamada, por enquanto, de Totvs Techfin. Essa empresa vai unir os serviços financeiros do banco, com os sistemas de gestão empresarial da Totvs (conhecidos como ERPs) para atender as empresas médias, seus fornecedores e clientes. Para esse negócio, que terá que ser previamente aprovado pelo Cade (órgão de defesa da concorrência), a empresa vai entrar com a sua fintech e os sistemas de inteligência de dados e o Itaú vai entrar com dinheiro.

No total, o Itaú irá desembolsar R$ 1,06 bilhão em cinco anos. Pagará à vista, após a aprovação da operação, R$ 610 milhões e após cinco anos mais R$ 450 milhões mediante o cumprimento das metas de crescimento acordadas. Além disso, caberá ao Itaú assegurar os recursos para as operações atuais e futuras e desenvolvimentos de novos produtos.

“A parceria cria uma empresa que combinará tecnologia e soluções financeiras, somando as expertises complementares dos sócios para ofertar a clientes corporativos, de forma ágil e integrada, as melhores experiências de contratação de produtos diretamente nas plataformas já oferecidas pela Totvus”, informa o banco.

“A expertise do Itaú aliada à tecnologia e aos dados da TOTVS é uma combinação extraordinária para nossa ambição de democratizar serviços financeiros para as empresas brasileiras. Entendemos que o roadmap que vislumbramos no início da nossa jornada Techfin será antecipado, e o nosso horizonte certamente foi ampliado”, afirma Dennis Herszkowicz, presidente da TOTVS.

Ao longo do desenvolvimento da joint venture, os clientes da TOTVS poderão contratar uma gama completa de produtos financeiros, como crédito, cash management, antecipação e outros, aliando o uso inteligente dos dados para melhores condições e uma experiência única de contratação e uso.

A ToTvs passou a atuar diretamente desenvolvendo produtos para o sistema financeiro quando comprou, em 2019, a fintech de crédito B2B Supplier, por R$ 455 milhões.