Cofrinho quebrado remete a saque na poupança - Crédito: Freepik

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A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 12,4 bilhões em novembro, maior resgate já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 6.

No mês passado, os aportes na poupança somaram R$ 281,713 bilhões, enquanto os saques foram de R$ 294,090 bilhões. Esse movimento gerou a retirada líquida total de R$ 12,377 bilhões no mês. Considerando o rendimento de R$ 3,648 bilhões da caderneta em novembro, o saldo total das contas ficou em R$ 1,018 trilhão.

Novembro foi o quarto mês consecutivo em que a poupança perdeu recursos, após resgates líquidos também expressivos em agosto (-R$ 5,468 bilhões), setembro (-R$ 7,720 bilhões) e outubro (- R$ 7,430 bilhões).

Acumulado no ano

No acumulado de janeiro a novembro, a população retirou R$ 43,156 bilhões líquidos da caderneta.

Apenas entre abril e julho houve depósitos líquidos nas cadernetas, influenciados pela volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população. Desde agosto, porém, em meio à alta da inflação, a poupança voltou a registrar mais retiradas que aportes.

Em dezembro de 2020, o saldo da poupança estava em R$ 1,035 trilhão, passando para R$ 1,036 trilhão em agosto deste ano e, agora, caiu para R$ 1,018 trilhão em novembro.

Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. A poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 7,75% ao ano. Assim, a remuneração atual da poupança é de 5,425% ao ano.