Ricardo Saponara, do SAS, durante apresentação no Digital Money Meeting - crédito: TV DMI

Ricardo Saponara, do SAS, durante apresentação no Digital Money Meeting – crédito: TV DMI

Já que o 5G vai deixar tudo conectado máquinas com máquinas, humanos com máquinas -, será essencial para se fazer um seguro preventivo. Mais que isso, a nova tecnologia vai permitir que esse tipo de serviço seja massificado. Foi o que explicou Ricardo Saponara, Head de Fraud & Security Intelligence para América Latina do SAS, durante sua apresentação “Open Data e a tríade: Segurança, Compliance e Conveniência”, na abertura da programação desta quinta, 26, no Digital Money Meeting.

Ele deu como exemplo uma pessoa que faz uma apólice para seu veículo. Ao sair dirigindo, será monitorada. Se dirigir com precaução, poderá ter abatimento em seu seguro, se dirigir de forma perigosa, poderá ter aumento no valor do seguro.

“Só com o 5G poderá haver esse monitoramento imediato. Sem o 5G não teremos ambiente preventivo”, falou Saponara. Ele assinalou ainda que a produção de dados ficará infinitamente maior também com os milhares de satélites que serão lançados ao redor da Terra nos próximos anos.

O executivo lembrou que o compartilhamento de dados, na maioria dos países, inclusive no Brasil, devido a Lei Geral de Proteção de Dados (LDGP) deverá ocorrer mediante o consentimento prévio do dono desses dados, mas muitos dados colhidos do ambiente por sensores serão agregados aos sistemas de análises ampliando as possibilidades de ofertas de diferentes serviços e produtos.

Sempre haverá também a pessoa que não quer compartilhar nada, ou compartilhar o menos possível. “Os alheios terão menos conveniência. Mas o quanto isso vai aumentar o custo para elas? Então acho que cada vez mais veremos menos gente assim”, afirmou.

Proteção de dados

Saponara disse que, na questão do compartilhamento de dados, precisamos colocar na balança a questão conveniência x privacidade.

Ele citou o caso de monitoramento de pessoas na época mais forte da pandemia. “Governos utilizavam serviços de dados para saber com quem as pessoas infectadas se conectavam. Com isso, muitas soluções puderam ser criadas”, falou.

Exemplificou. “Tinha um paciente identificado com covid. Com infos de telefonia e cartão de crédito conseguia-se entender com quem ele teve contato. por qual aeroporto passou, qual voo pegou e quem estava no mesmo hangar, até o ponto de ver a continuidade:  para onde foi em seguida e com quem se conectou. Com isso, se fazia um lockdown inteligente.”

“O dado é algo bom, pode até evitar transmissões de doenças, mas também precisamos preservá-lo. Daí essa questão da conveniência x privacidade”, concluiu.