Sem acordo, servidores do Banco Central retomam greve - Crédito: Flickr BC

Sede do Banco Central, em Brasília – Crédito: Flickr BC

Os servidores do Banco Central retomam nesta terça-feira, 3, greve por tempo indeterminado, reivindicando reajustes salariais e mudanças na carreira. A nova paralisação foi aprovada em assembleia deliberativa do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) e já havia sido anunciada na última sexta-feira, 29.

“As razões principais foram o descumprimento, por parte do presidente do BC, Roberto Campos Neto, da promessa de conseguir uma reunião entre o sindicato e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e a falta de resposta às demandas dos servidores”, afirmou Fábio Faiad, presidente do Sinal.

O sindicato considera insuficiente a proposta do governo de dar um reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo federal a partir de julho. Os salários de analistas do BC variam de R$ 19.197 a R$ 27.369. A categoria já havia paralisado suas atividades entre 20 de abril e 2 de maio.

Os funcionários do BC pedem recomposição salarial de 27%, além de outras ações de reestruturação de carreira, como a exigência de nível superior para concurso de técnico e a mudança do nome do cargo de analista para auditor.

Impacto das paralisações

Na primeira fase da greve, os boletins e as divulgações estatísticas do BC foram interrompidos e houve atraso na publicação da ptax diária. O Pix foi mantido, com o monitoramento e a manutenção em esquema de contingência, assim como o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Nos últimos dias, a apresentação de relatórios e estatísticas atrasadas foi retomada, como o Boletim Focus, o Relatório de Poupança e o fluxo cambial. O BC também já divulgou os relatórios de crédito e do setor externo relativos a fevereiro, mas as estatísticas de março seguem pendentes.

O início da segunda fase de consultas e saques do dinheiro esquecido em instituições financeiras, que deveria acontecer ontem, 2, foi adiado por tempo indeterminado.