Sérgio Rial, presidente do Santander – crédito divulgação

Mesmo apresentando números que superaram positivamente as projeções do mercado, o Santander vive também a transição na gestão. Na noite de terça-feira, 27, o banco anunciou que Sérgio Rial deixará a presidência do Santander Brasil no fim deste ano, após seis anos no cargo. O executivo assumirá a liderança do Conselho de Administração do banco no país e se manterá também como conselheiro do grupo espanhol.

Ele será sucedido pelo atual vice-presidente de empresas, Mario Leão. Na presidência do Conselho, Rial substitui Álvaro de Souza, que ficará como membro independente do Conselho do Santander na Espanha.

Apesar de planejada há um certo tempo, a troca de comando surpreendeu o mercado devido aos bons resultados do banco espanhol que reportou hoje crescimento de 98% no lucro para R$ 4,17 bilhões. Em conferência de resultados, analistas questionaram se Rial estaria sendo preparado para ocupar alguma outra função no banco em nível global.

“Ficou muito claro que ele não está deixando o banco, continuará sendo o chairman do Santander Brasil e estará totalmente envolvido em manter essa tendência de expansão dos últimos anos. Além disso, continuará como membro do Conselho do Grupo Santander e no board do PagoNxt, holding de pagamentos que o grupo está construindo com a Getnet. Ele está focado em manter o que, como equipe, estamos entregando e continuará com ideias positivas”, afirmou Angel Santos Domingo, CFO do Santander, em conferência com analistas.

O Santander também anunciou a separação da área de tecnologia numa nova empresa, a First, que vai absorver 3 mil funcionários diretos, além de consultores e prestadores de serviços externos. “O que estamos tentando fazer é concorrer no mesmo nível do que chamamos hoje de provedores de serviços tecnológicos. Com isso, estamos constituindo uma nova empresa que vai oferecer serviços de datacenter para outras empresas. Por que não, no futuro, vender também serviços de dados para o mercado? Estaremos criando um novo negócio no futuro e muito eficiente no início, oferecendo serviços para o banco e alavancando essa oferta para o mercado”, afirmou o CFO do Santander.