Rafael Stark, CEO e fundador do Stark Bank                                                                                                                       Foto: Divulgação

O Pix responde atualmente por 25% das transações realizadas pela Stark Bank no segmento corporativo. Como a fintech opera com APIs robustas e escaláveis para enviar e receber grandes volumes de pagamentos em tempo real, os clientes puderam usar o Pix desde o seu lançamento, em novembro do ano passado, afirma Rafael Stark, CEO e fundador da Stark Bank. A empresa está prestes a lançar um cartão corporativo com programa de pontos e recompensa.

Um dos maiores ofensores para a adesão em massa do Pix no mercado corporativo, segundo ele, consiste na dificuldade de integrar-se aos sistemas legados das empresas. Cada transação via Pix na Stark Bank custa R$ 0,50, enquanto os bancos tradicionais cobram até 1,45% do valor da transação, que muitas vezes chega a R$ 150 a tarifa.

Além do benefício da tarifa mais baixa, o Pix tem oferecido vantagens para os cerca de 350 clientes da fintech, entre eles a Loft, Rappi, Buser, Rebel e Colgate. “Os usuários do app Buser podem comprar passagem de ônibus e obter confirmação instantânea do assento, a Claro desbloquear de forma imediata os serviços de clientes inadimplentes e empresas que operam com e-commerce acelerar a entrega de produtos”, diz.

Banking para techs

Fundada em 2018, a Stark Bank se posiciona como uma plataforma de banking para empresas tech. Começou desenvolvendo API de transferência bancária e conta atualmente com uma interface para emissão de boletos e outra para pagamento de impostos, além de integração com alguns dos principais sistemas de gestão empresarial como ERP.

A fintech oferece tecnologia financeira de cash management para que empresas e startups em rápido crescimento escalem suas operações e façam conciliação automatizada. Antes seus clientes costumavam levar cerca de três dias para processar 10 mil operações de pagamento por meio de remessa de arquivos com os bancos tradicionais.

A Stark Bank recebeu aporte semente de US$ 2 milhões liderado pela Iporanga Ventures e no final do ano passado, foi autorizada pelo Banco Central a operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que lhe deu licença para lançar cartão de crédito e atuar na antecipação de recebíveis.

Cartão de crédito as a service

O dinheiro captado tem sido usado para incrementar o banco digital assim como implementar a estratégia de tornar-se uma processadora de cartão sem intermediários. A empresa, que opera com a bandeira Mastercard, está prestes a emitir um cartão corporativo controlado por API com milhagem e pontos. “As startups poderão personalizar os limites por funcionários”, observa.

Para ter acesso ao cartão de crédito, será preciso abrir uma conta digital no Stark Bank. A ideia é usar esse saldo como uma forma de monitorar o limite e fornecer o crédito, afirma Rafael. Inspirado no modelo da Brex, unicórnio americana que tem J Paulo Leman como investidor, em vez de analisar o passado considera o futuro e quais fundos de venture capital estão investindo na startup.

Como gosta de estar a frente do mercado, o Stark Bank já está cogitando a possibilidade de lançar rewards para biticoin. A modalidade, que já opera no México e em outros países, está chegando no Brasil, segundo ele.

Sua meta agora é oferecer produtos bancários na plataforma de open banking, mas nem todos serão sistemas proprietários como o cash management. “Os produtos mais complexos como câmbio, investimento e factoring deverão ser oferecidos em parceria com algumas instituições financeiras”, diz.