Mírian Queiroz – CEO da MediarSeg Crédito: Divulgação

A mediação extrajudicial online traz resultados positivos para o setor securitário e agilidade na solução de conflitos. A MediarSeg, startup especializada em mediação online, atua em processos que estão em tramitação ou na fase pré-processual, quando o processo não foi executado. Em um ano, uma das companhias atendidas pela empresa – a Generali Seguros Brasil – economizou R$ 12,3 milhões em demandas de seguro auto, vida e massificados.

“Utilizamos a tecnologia para aproximar o segurado da empresa e finalizar as controvérsias fora dos tribunais. As tratativas são realizadas com o auxílio da internet, basta as partes acessarem a multiplataforma da MediarSeg. Nosso objetivo é melhorar a experiência do usuário com as seguradoras, reduzir os processos do setor e atuar como um braço do Poder Judiciário”, diz Mírian Queiroz, advogada, mediadora e CEO da MediarSeg.

Mírian explica que a startup surgiu após um estudo detalhado do segmento. “Analisamos o volume de processos das companhias e identificamos que boa parte das ações poderiam ser solucionadas pela via alternativa. A mediação extrajudicial online garante celeridade, economia e a redução do desgaste emocional. As empresas que buscam reduzir custos e melhorar a qualidade do atendimento, devem apostar em serviços que facilitem a vida do cliente. Com a tecnologia, é possível finalizar processos em um ambiente totalmente digital”, revela.

Segundo a advogada, as demandas pela mediação online aumentaram muito no último ano, em função da pandemia. Hoje a MediarSeg, startup brasiliense, atende a 12 empresas seguradoras e, como membro do Mediar Group, acaba de lançar a UniMediar, uma universidade corporativa para capacitar advogados e outros profissionais em negociação e mediação.

Outro serviço oferecido pela startup é direcionado para os SACs (Serviço de Atendimento ao Consumidor e Ouvidorias. “Uma pesquisa recente revelou que menos de um terço dos brasileiros estão satisfeitos com os serviços oferecidos nos canais de atendimento. Essa insatisfação do usuário pode acabar em um tribunal, isso pode representar altos custos.  Para evitar o surgimento de novas ações, acolhemos as reclamações e identificamos as queixas com alto potencial de judicialização. Oferecemos um atendimento humanizado e contamos com a participação do segurado na construção do acordo. Sendo assim, não há parte vencedora, mas ganhos mútuos para os envolvidos”, diz a mediadora.

A CEO da MediarSeg explica a importância de encerrar disputas pela via alternativa. “Vivemos uma crise no Poder Judiciário, mais de 77 milhões de processos estão no acervo da Justiça e, ainda, espera-se um aumento por conta da pandemia. Basta analisar esses dados para perceber que não é tão simples alcançar um desfecho pela via judicial. As ações podem levar, em média, oito anos para alcançar uma resolução. Ainda assim, a sentença pode não agradar nenhuma das partes e os envolvidos podem esperar por mais um bom tempo e acrescentar alguns dispêndios para a conta”, finaliza.