Temor por recessão nos EUA derrubam as bolsas mundiais - Crédito: Freepik

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As principais bolsas europeias caem mais de 2% nesta quinta-feira, 19, depois de Wall Street viver a pior tombo em dois anos. O índice de referência S&P desvalorizou 4%, a queda mais acentuada desde junho de 2020, num movimento que é visto pelos analistas como uma reação à diminuição na demanda de consumo e temor pela recessão, quando a inflação norte-americana atinge níveis históricos. Em março, a taxa de inflação nos Estados Unidos ficou em 8,5%, o nível mais elevado em mais de 40 anos.

O mau humor dos investidores se intensificou após os balanços de importantes empresas do varejo americano, como o Walmart e Target, alertarem para pressões de custos crescentes.

Nesta quinta-feira, as bolsas americanas abriram com direções contrárias. No fim da manhã, o índice Dow Jones caía 0,87% e o S&P, 1,12%. A Bolsa Nasdaq avançava 0,41%.

Queda na Europa

O sentimento negativo dos investidores alastrou-se também para as bolsas europeias, que começaram a semana com ligeira alta, mas que hoje voltaram ao vermelho. Nesta quinta-feira, 19, o índice de referência Stoxx Europe 600, que reúne as 600 maiores ações europeias, desvaloriza mais de 2%, regressando aos níveis mais baixos desde novembro de 2020. O movimento é comum à generalidade das principais bolsas europeias, com as bolsas de Londres, Frankfurt e Paris, que registram quedas superiores a 2%.

Bolsas asiáticas acompanham tendência

As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira em forte queda, pressionadas também pelas perdas aceleradas em Nova York, em meio às preocupações com o impacto da inflação elevada no desempenho financeiro das empresas e na atividade econômica.

Ao fim da sessão, o índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 1,89%, aos 26.403 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 2,54%, aos 20.121 pontos, enquanto, em Xangai, o Xangai Composto teve valorização de 0,36%, aos 3.097 pontos.

Já na Bolsa de Seul, o Kospi diminuiu 1,32%, aos 2.591 pontos. Ainda na região Ásia-Pacífico, a Bolsa de Sydney declinou 1,65%, na Malásia, houve baixa de 0,35% e a praça de Cingapura registrou decréscimo de 0,95%.

Ibovespa busca recuperação

O cenário adverso no exterior é um limitante, mas a bolsa brasileira começou esta quinta-feira buscando recuperação após as fortes perdas da sessão passada, quando fechou em queda acima dos 2%.

As preocupações com a política de covid zero na China e o futuro da economia americana persistem, mas o Ibovespa fica no azul com os ganhos das siderúrgicas, principalmente da CSN. O Ibovespa encerrou os leilões de abertura em alta de 0,18%, aos 106.441 pontos, enquanto o dólar à vista recua 1,34%, negociado a R$ 4,9160.

(com agências internacionais)