pagamentos por meio de aplicativo de celular - Crédito: Freepik

Crédito: Freepik

A Flexdoc, empresa de engenharia bancária e processamento óptico de transações para bancos, fintechs e varejo, analisou 10 milhões de operações de registros de contas bancárias em diversas instituições que utilizam sua plataforma de serviços.

Entre as descobertas do estudo, a Flexdoc aponta que o registro digital de contas de pessoa física com o uso do celular está levando, em média, 3,5 minutos no Brasil.

Em 35% dos casos, porém, este indicador é bem menor e cai para 2 minutos, ou menos. A incidência do índice reduzido coincide com os dados de instituições que usam apps específicos para a captura digital instalados no celular do cliente.

Uma parte das instituições, segundo a Flexdoc, não utiliza este modelo. Esse contingente emprega interfaces não especializadas para a captura móvel com o objetivo de não comprometer recursos nativos do celular do usuário. Em contrapartida, a economia de memória resulta em maiores dificuldades de operação e na geração de jobs (pacotes de dados e documentos) mais pesados e mais difíceis de serem enviados para a retaguarda de processamento.

A taxa de sucesso geral dos cadastramentos digitais é alta, atinge 70% das operações, considerando apenas o sucesso na primeira tentativa. Enquanto isto, 25% dos cadastramentos precisam de duas a cinco tentativas para alcançar o registro, e cerca de 5% resultam em frustração definitiva, considerando-se um período de 30 dias.

500 Mil alertas de fraude

As tentativas de fraude em registro digital, apresentando-se dados de terceiros ou documentos não autênticos, atingiram 5% das operações nos registros analisados, o que totalizou mais de 500 mil alertas emitidos pela Flexdoc para as instituições atacadas.

De acordo com a Flexdoc, os processos de registro digital apresentam praticamente 100% de sucesso na detecção dessas tentativas de fraudes, uma vez que diversos fatores de checagem são correlacionados no processo.

Entre estes fatores de autenticação estão o próprio hardware do celular, com suas identidades nativas, cruzadas com dados do chip, as coordenadas de GPS e a conta do usuário, tudo isto o habilitando o aparelho como um token.

Somando-se a isto, o processo de registro emprega a extração de dados digitais do cliente diretamente das imagens de documentos (sem possibilidade de adulteração) e confronta as informações de credenciais com arquivos públicos e privados, como birôs de informação, polícia, cartórios e órgãos de registros.

Para parte das instituições que empregam sua plataforma, a Flexdoc aplica ainda a autenticação biométrica (incluindo prova de vida), hoje totalizando um acervo de mais 50 milhões de faces verificadas.

(com assessoria)