Renato Ciuchini, da TIM, durante apresentação no Digital Money Meeting - crédito: TV DIM

Renato Ciuchini, da TIM, durante apresentação no Digital Money Meeting – crédito: TV DIM

O sucesso das primeiras iniciativas com o sistema financeiro e educação  fez a TIM ficar de olho em novas parcerias, e empresas do setor de saúde e energia já estão no foco da operadora. Foi o que contou Renato Ciuchini, VP de novos negócios e inovação da TIM Brasil, durante sua participação nesta sexta, 27, no Digital Money Meeting.

“Começamos a estudar isso no final de 2018 / início de 2019: os modelos que poderiam ser implantados. Vimos uma oportunidade das operadoras terem uma atuação direta no setor de fintechs. Mas depois pensamos: não somos de financial services. Inclusive é um setor que tem forte regulamentação. Então, pensamos em nos concentrar no que fazemos bem e acertar parceria com quem é bom no mercado na área que nos interessa entrar”, falou Ciuchini.

“É simples: em vez de gastar tempo e energia para aprender um novo mercado, vamos nos associar com alguém. Daí criamos o que chamamos de Plataforma de Clientes. Você junta os dados que tem com os dados que o parceiro tem”, continuou.

Com o C6, mais de 3 milhões de clientes da TIM conseguiram ter acesso a um cartão de crédito, contou o VP. Além disso, a operadora criou bônus para assinantes que usassem o banco parceiro para pagar suas contas.

“Percebemos que o que funciona para o cliente é ter acesso a novos serviços e/ou redução de custo de algum serviço que ele já usava antes.”

Segundo Ciuchini, a geração de valor nessas operações conta muito. “Um cliente vale cerca de 700 reais para uma operadora. Esse mesmo cliente, para as empresas financeiras, vale – e aí já falo o valor em dólar – de US$ 200 a US$ 1.000”, calculou.

Fidelidade

A operação também aumentou a fidelidade. “Outra coisa que percebemos é que geramos dois valores para o acionista. A taxa de cancelamento de clientes que têm os dois serviços é 25% menor que a taxa de cancelamento de clientes que têm um único serviço da operadora”, falou.

Com isso, a TIM segue em frente nas parcerias. Já se associou a empresas de educação e segurança, e agora está de olho nos setores de saúde e energia. “Devemos fechar algo ainda esse ano”, contou Ciuchini.

Ele pontuou que a TIM trabalha com empresas que têm produtos já desenvolvidos. “Tem que gerar interesse para o parceiro também.”