André Frederico, diretor executivo e head de cloud solutions da Tivit           Foto: Divulgação

A Tivit anunciou investimento de R$ 200 milhões em computação na nuvem até 2025, motivada pelo surgimento de novos negócios a partir do Open Banking, que terá sua segunda fase implementada na próxima sexta-feira 13. A empresa espera investir ainda este ano R$ 60 milhões que serão aplicados em integração de tecnologia e desenvolvimento de soluções.

“Todo o conceito de open banking está baseado em consumo de API’s padronizados, basicamente conectores que não existiriam se não fosse o ambiente em nuvem”, afirma André Frederico, diretor executivo da área de soluções de computação em nuvem da Tivit.

Além da computação em nuvem, as áreas digital e de segurança tornaram-se as principais linhas de frente da empresa. Há 20 anos no mercado, a Tivit teve que se resignificar nos últimos dois anos para atender as demandas de transformação digital de diversas verticais de mercado, especialmente o financeiro, que responde por parte significativa de sua receita.

“Percebemos um movimento grande das instituições financeiras mais tradicionais com a migração de serviços para canais online ou com o lançamento de produtos nativamente digitais, além do crescimento das fintechs”, disse.

Modelo de negócio

O primeiro modelo de negócio novo desenvolvido pela Tivit, que traz modernidade para o sistema financeiro, foi o consórcio de registradoras de ativos financeiros. Essas empresas se juntaram para criar um ambiente tecnológico para interoperabilidade em blockchain da plataforma de registro de duplicatas. Participam do projeto a B3, a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), a CERC Central de Recebíveis e a Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC).

O benefício principal é o compartilhamento de uma escala inicial em que essas instituições financeiras dividem os custos de implementação do projeto, inteligência do desenho e, conforme crescem, compartilham os ganhos de escala. “Trata-se de uma solução pioneira no mundo e previne fraudes no registro de duplicatas, trazendo mais robustez ao processo, além de aumentar a segurança do mercado financeiro”, observa.

Até 2010, a Tivit era um provedora de serviços de outsourcing muito bem posicionada no mercado, competindo com a HP e outros reconhecidos players globais. Há 10 anos, deixou de ser uma empresa de capital aberto e se associou à Apax Partner, um fundo de investimento global. A partir de M&A, expandiu o negócio para o Chile, México e Argentina, oferecendo soluções em nuvem privada em modelos menos compartilhados. Atualmente, conta com 10 data centers próprios na América Latina, sendo quatro no Brasil.

Além das soluções privadas em nuvem operando em seus próprios data centers, passou incorporar em seu portfólio produtos da AWS, Google e Microsoft por meio de parcerias.

“Nossos produtos são 90% complementares e trabalhamos de forma agnóstica. Em geral adotamos modelos híbridos, só ofereço a minha nuvem quando não faz sentido utilizar a do parceiro”,  diz Frederico. Com modelo de serviço mais complexo e robusto, inclusive seu maior diferencial, a Tivit tem como foco as duas mil maiores empresas do país.

Segurança

Segurança é uma preocupação constante da Tivit, que no ano passado apoiou muitos clientes a recuperar os estragos sofridos pelos ataques de ransomware. Em meados de 2020, decidiu criar uma área de segurança apartada do negócio, a Cyber Security. “É importante ter uma fronteira entre o time que opera o dia a dia do cliente com a equipe de segurança”. A área digital também é de grande relevância, que cuida também soluções de IoT.

ESG

Engajada nos propósitos de sustentabilidade, a Tivit passará a usar 100% de energia limpa em suas operações, a partir de 2022. Todos os trinta escritórios no Brasil, além dos quatro data centers sediados no País, serão alimentados por energia gerada em um parque eólico no Rio Grande do Norte, que leva o nome de Rio do Vento.