Varejo se mantém em alta pelo 2º mês consecutivo- Crédito: Freepik

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As vendas no mercado de varejo apresentaram aumento de 1,1% em fevereiro, em relação a janeiro, segundo informou, nesta quarta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor varejista apresenta recuperação pelo segundo mês consecutivo, apesar da inflação elevada no país.

O desempenho do setor varejista tem se mostrado positivo, apesar da inflação elevada no país e alto desemprego.

De acordo com o relatório do IBGE, em dezembro de 2021 o comércio atingiu um nível mínimo, só perdendo para o começo da pandemia. Agora, dois anos depois da pandemia, chegou a 1,2% acima do patamar pré pandemia”, segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa. “Cresceu, mas o comércio ainda segue num nível baixo”, observa Santos.

Comparado a fevereiro do ano passado, o setor apresentou crescimento de 1,3%, ante uma previsão de perda de 1,1%.

O desempenho do varejo soma-se ao crescimento de 0,7% da indústria em fevereiro depois de tropeço no início do ano. Enquanto o volume de serviços sofreu com a inflação e teve queda inesperada de 0,2% no mês.

Entre as oito atividades pesquisadas, seis apresentaram crescimento das vendas em fevereiro. A maior taxa foi de livros, jornais, revistas e papelaria, com alta de 42,8%, devido, segundo o IBGE, à retomada do mercado de livros didáticos depois de esse mercado ter sido afetado pelo ensino online e migração do material impresso para o meio digital.

Conforme a pesquisa do IBGE os maiores impactos ocorreram com combustíveis e lubrificantes (5,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%), e boa parte desse resultado é decorrente de promoções realizadas por empresas, especialmente nos segmentos de vestuário e de móveis.

Também tiveram alta em fevereiro outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%).

O comércio varejista que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, apresentou ganho de 2,0% no volume de vendas, com a alta 5,2% dos veículos compensando a queda de 0,4% de material de construção.

(Com assessoria)