Bandeira da Venezuela - Crédito: Freepik

Crédito: Freepik

A Venezuela fez sua segunda revisão monetária em três anos, cortando seis zeros da moeda e lançando o bolívar digital, em resposta à hiperinflação. O objetivo é simplificar a contabilidade, mas traz poucos resultados para aliviar a crise econômica do país sul-americano.

O plano visa tornar a contabilidade mais simples em empresas e bancos, onde os sistemas não podem mais lidar com grandes números. A inflação anual da Venezuela é de 1.743%, de acordo com o Observatório Financeiro da Venezuela. Um salário-mínimo é de apenas US$ 2,50 por mês.

O novo bolívar digital muda o modo como a moeda venezuelana é expressa, mas não o valor de fato. Portanto, um item que valia dez milhões de bolívares custa agora dez bolívares.

Em seu site, o Banco Central venezuelano adicionou uma mensagem que mostra as notas anteriores em comparação com as atuais. Do lado esquerdo, a imagem mostra cinco notas individuais de um milhão de bolívares cada (que valiam, juntas, cerca de US$ 1,20 antes da reconversão monetária).

Essa não é a primeira vez nos últimos anos que a Venezuela fez a reconversão de sua moeda. O país havia eliminado cinco zeros do bolívar, em 2018, após ter removido outros três zeros em 2008, apontou a agência Reuters.

A adoção generalizada do dólar dos Estados Unidos para transações comerciais na Venezuela diluirá ainda mais a relevância do novo esquema. Os bolívares em dinheiro na Venezuela raramente são usados ​​para compras de rotina.

(com agência Reuters)